BE diz que Chega "é porta-voz de interesses" que financiam o partido

BE diz que Chega "é porta-voz de interesses" que financiam o partido

“Por isso combatemos o Chega. Porque sempre combatemos os donos disto tudo”, afirmou Mariana Mortágua no parlamento galego, em Santiago de Compostela, onde esteve reunida com Ana Pontón, líder do Bloque Nacionalista Galego (BNG), e se manifestou convicta de que esta será “a próxima presidente da Galiza” após as eleições de fevereiro.

Questionada sobre a convenção do Chega, que terminou no domingo, a líder do BE observou que “o único balanço a fazer é que o Chega se transformou no partido dos interesses” e “é financiado por grandes grupos económicos, por interesses imobiliários e financeiros”.

“As posições que o Chega tem tomado defendem interesses específicos. Quando o Chega toma posição sobre os CTT, não é o Chega que está a falar. São os acionistas dos CTT que têm delapidado a empresa, pagando-se a si dividendos superiores aos lucros que a empresa tem tido”, afirmou.

Para Mariana Mortágua, “o Chega é uma representação de interesses financeiros e imobiliários que estão neste momento a pagar a campanha do Chega, que se tornou num porta-voz destes grandes interesses”.

“Estes interesses são o contrário do que o pais precisa, contrário de bons salários, de uma vida boa para as pessoas. São interesses que só querem saber do seu próprio lucro”, frisou.

Para a coordenadora do Bloco de Esquerda, nas eleições legislativas de março “o que se joga são as respostas para os problemas que as pessoas sentem no dia-a-dia”, pelo que deve haver “clareza no que cada partido defende para haver médicos nos hospitais, professores na escola” ou “baixar o preço da habitação”.

“É preciso fazer uma avaliação do que foi a maioria absoluta [do PS]. Não serve de nada fazer inaugurações quando há problemas tão sérios no país. Não é possível apagar o passado da maioria absoluta”, vincou.

Para Mariana Mortágua, “também não basta reconhecer os erros”.

“É insuficiente reconhecer os erros sem apontar soluções”, disse.

A líder bloquista defende que “a campanha tem de ser para apontar soluções”.

“Os partidos devem dizer, e o BE tem dito, o que quer fazer com o salário mínimo, como vai baixar o preço das casas e ter professores para todos os alunos, o que há em Portugal uma verdadeira política ambiental e não um discurso pintado de verde que vai agravando os problemas, como no caso da seca”, indicou.

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