Montenegro responsabiliza Pedro Nuno por indemnização milionária aos CTT

Montenegro responsabiliza Pedro Nuno por indemnização milionária aos CTT

Num comício da Aliança Democrática (AD) no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, no distrito de Viseu, Luís Montenegro voltou a afirmar que o atual Governo do PS caiu porque “criou instabilidade dentro de si” e apontou Pedro Nuno Santos como o ministro que se destacou entre “todas as demissões” e “todas as trapalhadas”.

“Só nos CTT, que era outra área tutelada pelo ministro Pedro Nuno Santos, os contribuintes portugueses pagaram uma indemnização de 16 milhões de euros, porque o doutor Pedro Nuno Santos enquanto ministro das Infraestruturas decidiu unilateralmente prorrogar o contrato de concessão do serviço público postal”, declarou.

Luís Montenegro referiu que “depois a empresa moveu uma ação contra o Estado, foi parar a um tribunal arbitral e esta indemnização foi fixada por unanimidade, ou seja, até o próprio árbitro do Governo acabou por aceder ao pagamento de 16 milhões de euros dos impostos dos contribuintes para cobrir a incompetência do atual secretário-geral do PS”.

“Estas e outras são a preparação que cada um de nós tem, estas e outras são as expressões da experiência que eu nunca quis nem vou ter”, concluiu o presidente do PSD, em resposta a Pedro Nuno Santos, que o tem acusado de impreparação para o cargo de primeiro-ministro.

Antes, o presidente do PSD recordou a gestão política da TAP e o processo de escolha da localização para o futuro aeroporto da região de Lisboa e sugeriu que poderá trazer “outras coisas” do passado de Pedro Nuno Santos como ministro à campanha eleitoral para as legislativas antecipadas de 10 de março.

Em 01 de outubro do ano passado, foi noticiado que o Tribunal Arbitral condenou o Estado a pagar 23,6 milhões de euros aos CTT e juros de mora em compensações pelo impacto da pandemia covid-19 e pela prorrogação unilateral do contrato de concessão em 2021.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os CTT — Correios de Portugal informaram ter sido notificados do acórdão proferido pelo Tribunal Arbitral, datado de 27 de setembro, relativo ao processo iniciado pela empresa em junho de 2021 contra o Estado português.

No processo em causa foi pedida compensação por prejuízos decorrentes do impacto da pandemia covid-19 e da prorrogação unilateral do contrato de concessão no ano de 2021.

Segundo o comunicado dos CTT, “quanto ao impacto da pandemia covid-19, o Tribunal condenou, por unanimidade, o Estado a pagar aos CTT o montante de 6.785.781 euros”.

“Relativamente ao segundo litígio relativo à prorrogação unilateral do contrato de concessão, o tribunal concluiu por unanimidade que a prorrogação perturbou o equilíbrio financeiro do contrato de concessão (em desfavor dos CTT) e, como tal, condenou o Estado na reposição desse equilíbrio, relativo ao ano de 2021, mediante o pagamento do montante de 16.769.864 euros”, comunicaram os CTT.

Os CTT referiram que “o Estado foi condenado a pagar o valor global de 23.555.645 euros” e que “a este valor acrescem juros de mora” em montante que seria ainda “apurado pelo Tribunal Arbitral, na sequência de pronúncia das partes”.

[Notícia atualizada às 21h20]

Leia Também: PS acusa Direita de usar “não caso” de ações dos CTT para fins eleitorais

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