A Prefeitura de Goiânia apresentou nesta terça-feira, 7, as novas diretrizes para o IPTU de 2025, em coletiva de imprensa liderada pelo prefeito Sandro Mabel (UB) e pelo secretário da Fazenda, Valdivino de Oliveira. A principal novidade deste ano é a inclusão de um QR Code nos carnês do imposto, permitindo que os contribuintes acessem detalhes do cálculo e opções de pagamento de forma prática e transparente.
O gestor enfatizou a importância do imposto para garantir a continuidade dos serviços públicos e alertou a população sobre o cenário desafiador enfrentado pelo município. Segundo ele, a prefeitura busca equacionar dívidas e investir em necessidades prioritárias como saúde, educação e infraestrutura.
“O IPTU é essencial, sobretudo considerando a declaração de calamidade financeira que atravessamos. A arrecadação de quase R$ 1,3 bilhão é fundamental para manter a cidade funcionando. Por isso, pedimos que os cidadãos aproveitem o desconto de 10% para pagamento à vista ou optem pelo parcelamento em até dez ou onze vezes”, afirmou o prefeito.
O secretário Valdivino de Oliveira frisou a necessidade de enfrentar o déficit financeiro deixado pela gestão anterior e garantir um equilíbrio sustentável nas contas públicas. “Estamos transformando uma cultura de déficit fiscal em superávit. Isso só será possível otimizando receitas, como a arrecadação do IPTU, e cortando despesas desnecessárias, sempre com foco na eficiência e qualidade dos gastos públicos”, afirmou.
Regras do IPTU 2025
O IPTU de 2025 mantém algumas regras já conhecidas dos contribuintes, como o desconto de 10% para pagamento à vista até 20 de fevereiro. Para quem preferir parcelar, o imposto poderá ser dividido em até 11 vezes, com o vencimento da primeira parcela também previsto para 20 de fevereiro.
Além disso, o prazo para contestação administrativa do valor lançado no carnê foi fixado até o dia 22 de março. O reajuste geral aplicado ao imposto será de 4,87%, correspondente à variação do IPCA. No entanto, casos específicos podem ter um aumento maior, como:
- Acréscimo de área de terreno.
- Aumento na área construída, acima de 20%.
- Mudança de uso do imóvel de residencial para não residencial.
- Alteração de imóveis não edificados para edificados.
- Regularizações de novos imóveis, remanejamentos ou desmembramentos.
Comparativo entre 2024 e 2025
Os valores arrecadados devem crescer em comparação ao ano anterior. Em 2024, o total lançado foi de cerca de R$ 1 bilhão e 224 milhões, enquanto, para 2025, a previsão é de R$ 1 bilhão e 328 milhões. Desses valores, o IPTU predial passará de cerca de R$ 930 milhões para aproximadamente R$ 1 bilhão e 500 mil enquanto o territorial deverá aumentar de cerca de R$ 293 milhões para R$ 325 milhões.
Fonte: Jornal Opção

