Acordo da AD prevê programa com contributos dos partidos e independentes

Acordo da AD prevê programa com contributos dos partidos e independentes

O texto, que será assinado numa cerimónia na Alfândega do Porto pelos presidentes do PSD, Luís Montenegro, do CDS-PP, Nuno Melo, e do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, não se refere a lugares concretos (alguns até já conhecidos publicamente), dizendo apenas que as listas para as legislativas e europeias “serão baseadas na ponderação global dos resultados que os três partidos obtiveram” nos anteriores sufrágios, cumprindo a lei da paridade e incluindo independentes.

Fica também explícito, que, após as eleições, os deputados de cada partido constituirão um grupo parlamentar autónomo e as vagas ocorridas são preenchidas “pelo candidato imediatamente a seguir do partido pelo qual foi proposto o deputado que deu origem à vaga”.

“A AD tem o horizonte do atual ciclo político, respeitando as autonomias regionais e locais relativamente aos entendimentos quanto às eleições de 2023 (Região Autónoma da Madeira), de 2024 (Região Autónoma dos Açores) e de 2025 (autarquias locais)”, refere-se ainda.

No texto, detalha-se ainda que o programa eleitoral a apresentar às legislativas “deverá beneficiar de contributos das equipas dos três partidos, de personalidades e grupos de independentes e em geral de uma abordagem aberta e participada com a sociedade civil e as suas instituições”.

A AD compromete-se ainda a fazer “uma campanha pela positiva que dignifique a democracia” e manifesta a expectativa que “a maioria dos portugueses decidirá prestigiar Portugal e abrir um ciclo de merecida esperança”.

A coligação constituirá órgãos próprios de coordenação política, a definir num outro documento.

Na quinta-feira à noite, os Conselhos Nacionais de PSD e CDS-PP aprovaram por unanimidade a coligação pré-eleitoral às legislativas de 10 de março e europeias de 09 de junho, que foi anunciada entre sociais-democratas e democratas-cristãos a 21 de dezembro, recuperando o nome Aliança Democrática (a designação das primeiras coligações celebradas entre os dois partidos nos anos 80) e que vai incluir “personalidades independentes”.

Na quarta-feira, foi anunciado que também o PPM integrará esta coligação pré-eleitoral, já aprovada pelos órgãos do partido.

Na quinta-feira, o líder do PSD, Luís Montenegro, avançou que o CDS-PP terá dois lugares “claramente elegíveis” nas listas por Lisboa e pelo Porto, o 16.º em cada um desses círculos eleitorais, que poderão ser eleitos em função do crescimento eleitoral, além do 10.º lugar na lista por Aveiro e 11.º por Braga, mandatos que considerou ser possível assegurar em caso de uma vitória “mais folgada”, ficando reservado para o PPM o 19.º lugar pela capital.

Esta é a quarta vez que PSD e CDS-PP irão juntos a votos em legislativas.

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