O primeiro confronto entre Cruzeiro e Fluminense começou ainda do lado de fora do Mineirão, na noite de terça-feira (13), em Belo Horizonte. A partida que terminou com a derrota do time mineiro foi marcada por brigas dentro e fora de campo.
De acordo com a Polícia Militar, os torcedores cruzeirenses foram atacados em uma das avenidas do entorno do estádio antes do jogo começar. As cenas de violência também aconteceram dentro do estádio. Cadeiras e outros objetos foram arremessados depois que torcedores do Fluminense tentaram invadir a parte onde estava a torcida celeste.
Os militares do Batalhão de Choque dispararam tiros de bala de borracha e tiveram que usar spray de pimenta para conter os torcedores. Ninguém foi preso pelas violências e nem houve registro de boletim de ocorrência.
Uma única prisão aconteceu do lado de fora. Um homem, de 39 anos, com mandado de prisão em aberto, atuava como flanelinha extorquindo os motoristas que chegavam para a partida. Usando uma faca, ele fazia ameaças e cobrava R$50 para “vigiar” os veículos. O homem foi detido e encaminhado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil
Pelo twitter, o time do Rio de Janeiro se manifestou e disse que repreende “de forma veemente o tratamento dado pela Polícia Militar do Estado de Minas Gerais aos torcedores tricolores”.
Segundo o time, houve uso desproporcional da força policial e “a conduta dos policiais presentes deve ser objeto de imediata investigação dos órgãos responsáveis”. O time tricolor informou que irá entrar em contato com as autoridades competentes do governo do Estado de Minas Gerais sobre o caso.
O Cruzeiro ainda não se pronunciou sobre a confusão.

