Terminais vazios, filas longas e ônibus lotados: veja imagens da greve de motoristas em SP

Os passageiros enfrentaram dificuldade para chegar ao trabalho em função da nova greve de motoristas e cobradores de ônibus na manhã desta quarta-feira (29). Com poucos ônibus circulando, aglomeração no interior dos veículos, filas enormes em terminais e algumas linhas completamente desativadas, paulistanos não tiveram outras opções a não ser voltar para casa ou pagar uma tarifa abusiva no transporte por aplicativo

Esta é a segunda greve da categoria realizada neste mês. Na primeira, realizadas por motoristas de ônibus na terça-feira (14), houve um acordo entre os trabalhadores e o sindicato patronal, mas, nem todos as reivindicações foram cumpridas. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, chamou a paralisação de “atitude irresponsável” do sindicato em relação à população da cidade

Diversos transtornos foram observados pela cidade. Para evitar um caos ainda maior, a prefeitura decidiu, suspender o rodízio. Além disso, as faixas exclusivas e corredores de ônibus estão liberados para circulação de carros de passeio enquanto durar a greve

Nos terminais da cidade, passageiros enfrentaram filas enormes no início da manhã. Isso porque alguns precisaram mudar de rota devido à greve e, sem poder utilizar determinadas linhas de ônibus, metrôs e trens que seriam as principais opções

Os poucos ônibus que circulam estão lotados e, boa parte deles, com destino apenas para terminais da CPTM e Metrô. A SPTrans, empresa municipal que administra o serviço de ônibus na cidade, disse lamentar a decretação de greve de forma “inoportuna” por parte do Sindicato dos Motoristas

A falta de acordo sobre o pagamento e benefícios entre os trabalhadores e o sindicato patronal gerou transtornos na capital paulista. “Consegui chegar ao trabalho com a carona do meu marido, mas ainda não sei como vou voltar para casa, se é quase uma hora de carro, imagina para voltar a pé… sem condições”, escreveu Mariane Loureiro nas redes sociais

Por meio de nota, o Sindmotoristas repudiou as afirmações do prefeito, que considera a greve de ônibus na cidade uma “atitude de irresponsabilidade”. “O prefeito tem agido covardemente, pois sempre terceiriza a sua responsabilidade em dialogar com o sindicato e reconhecer a essencialidade dos trabalhadores em transportes que estão legitimamente reivindicando os seus direitos.”

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