
Em 2014, a convite de uma empresa de São Paulo, o compositor e produtor musical Hermínio Bello de Carvalho criou e roteirizou show em homenagem ao centenário de nascimento de Aracy de Almeida (19 de agosto de 1914 – 20 de junho de 1988). Na voz do cantor Marcos Sacramento e com o toque do violão de Luiz Flavio Alcofra, o show Aracy de Almeida – A rainha dos parangolés jogou luz sobre o repertório dessa cantora carioca que foi uma das mais finas estilistas do samba nas décadas de 1930, 1940 e 1950 antes de virar figura folclórica no ofício de jurada de programa de calouros.
Três anos depois da estreia do show, que transitou por cidades como Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR), o espetáculo ganha registro em disco gravado no estúdio Raphael Rabello – no Rio, cidade natal de Aracy – e editado pela Acari Records neste mês de dezembro de 2017. Com o mesmo nome do show, o CD Aracy de Almeida – A rainha dos parangolés alinha 18 músicas em 10 faixas.
Sempre na companhia do violão de Alcofra, Sacramento dá voz a sambas e sambas-canção como São coisas nossas (Noel Rosa, 1932), Filosofia (Noel Rosa e André Filho, 1933), Tenha pena de mim (Valdomiro Rocha, o Babaú, e Ciro de Souza, 1937), Último desejo (Noel Rosa, 1937), Louco (Ela é seu mundo) (Wilson Batista e Henrique de Almeida, 1947) e Não sou manivela (Ary Barroso, 1953), entre outras músicas gravadas por Aracy no apogeu da carreira fonográfica.
O compositor carioca Noel Rosa (1910 – 1937), de cuja obra a cantora foi uma das principais intérpretes e propagadoras, é obviamente nome recorrente na seleção do repertório do disco Aracy de Almeida – A rainha dos parangolés, lançado 20 anos após A dama do Encantado – Tributo a Aracy de Almeida (1997), álbum com o qual a cantora Olivia Byington celebrou o legado musical da antecessora.
(Crédito da imagem: Aracy de Almeida em foto reproduzida da internet)

