Ibaneis Rocha criticou a paralisação de professores da rede pública do Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (27). A categoria se reuniu em assembleia-geral no estacionamento da Funarte, no Eixo Monumetal. Para o governador, o movimento é um ato político da presidente do sindicato, Rosilene Corrêa, que disputa a vaga de pré-candidata ao Buriti pelo PT.
“É uma reivindicação meramente política. Nós sabemos da pré-candidatura da presidente do sindicato. O que ela está tentando fazer é um movimento político, utilizando-se dos professores”, disse Ibaneis.
Rosilene e Geraldo Magela são os dois nomes colocados pelo diretório regional para disputar as eleições para o governo do DF. Mesmo depois da reunião local, que elegeu Rosilene como pré-candidata, a definição só deve ser confirmada em meados de maio, após avaliação do diretório nacional.
Enquanto isso, nos bastidores, Magela articula para que políticos que integram a federação com PV e PcdoB liderem a chapa, o que levaria Leandro Grass (PV) a ser o indicado pelos três partidos na corrida ao Buriti.
No ato desta segunda, os professores cobraram recomposição salarial, que afirmam estar congelados há sete anos, se queixam da superlotação das salas de aula e pedem a realização de concursos.
“O que foi possível conceder, que era a terceira parcela, que era uma reivindicação muito antiga desses professores, foi dada”, assegurou o governador. “Agora, reivindicação política a gente tem que enfrentar, e sabemos instrumentos que nós temos”, acrescentou.
Ibaneis disse ainda que espera que os professores não façam adesão à greve. “Sabem da necessidade das nossas crianças e adolescentes que ficaram dois anos trancados”.
Mais cedo, Ibanies cumpriu agenda em Samambaia. Pela manhã, realizou a entrega de termos de concessão de uso de terreno a 76 moradores da comunidade do Morro do Sabão. As famílias selecionadas foram catalogadas em situação de vulnerabilidade. Elas têm renda mensal inferior a um salário mínimo.
Eles serão removidos da ocupação e passarão a viver no Sol Nascente. Com isso, a Companhia de Desenvolvimento e Habitação da cumprimento à ordem judicial para a remoção, já que a ocupação está instalada logo abaixo de cabos de alta tensão de Furnas, o que representa um risco.
A partir desta sexta-feira (29), caminhões do GDF começarão a transferir os moradores. “É um problema de quase uma década que está sendo resolvido nesse momento”, disse Ibaneis.
As demais famílias que vivem na periferia do Morro do Sabão devem ser cadastradas posteriormente para também serem removidas. Toda a área deve ser desocupada até o final de maio.
Ainda durante a agenda oficial, Ibaneis Rocha inaugurou um campo de grama sintética e distribuiu chuteiras aos moradores de Samambaia.

