Segundo o engenheiro da prefeitura, Álvaro de Godoy filho, está descartado o trabalho interno dos bombeiros para combater o incêndio que, desde domingo (10), atinge um prédio comercial na rua Barão de Duprat, na região da Sé, no centro de São Paulo. Eles não podem entrar no prédio, pois o risco de desabamento é iminente.
Pode acontecer a qualquer momento. Álvaro explica que o resfriamento tende a colapsar mais rápido a estrutura porque ela tenta voltar a condição anterior e não consegue.
Mesmo que uma estrutura caia, as outras não vão necessariamente cair, segundo o engenheiro. Ele explica que existem três superestruturas distintas no próprio prédio. Uma dessas partes tende a colapsar, ou seja, desabar para o fundo onde fica um estacionamento. Já a outra tende a cair para frente na rua ou pegando o prédio ao lado, que é uma construção mais baixa.
O profissional ainda disse que a prefeitura está acompanhando junto com os bombeiros esse trabalho para que ninguém saia ferido e que a maior preocupação no momento é de que esse trabalho seja feito sem que ninguém corra riscos.
Álvaro ressaltou que o momento agora é terminar o rescaldo do incêndio para poder fazer uma próxima avaliação e ver como ficou a estrutura de edificação. Mas adiantou que de qualquer forma, a responsabilidade é do proprietário do imóvel.
Ainda não é possível ainda identificar as causas do incêndio, que ainda depende da perícia.
Por conta do incêndio, a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), isolou diversas ruas para o trabalho do corpo de bombeiros. A operação dos ônibus da SPTrans e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) também sofreu alteração.
Diversas lojas da região, conhecida pelo comércio popular, amanheceram com as portas fechadas. Confira os principais bloqueios aqui.

