Nova audiência sobre morte de Kathlen Romeu é adiada por ausência de testemunha

Kathlen estava grávida de 3 meses

Kathlen estava grávida de 3 meses
Reprodução/Redes socias

A segunda audiência sobre a morte de Kathlen Romeu, jovem grávida de três meses baleada durante uma operação da Polícia Militar no Complexo do Lins, zona norte do Rio de Janeiro, em junho do ano passado, foi cancelada pela Justiça, devido ao não comparecimento de uma testemunha.

Segundo o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio), a ausência foi justificada por uma licença para tratamento de saúde. O Ministério Público irá avaliar se vai desistir ou insistir no depoimento da testemunha no processo que apura a conduta dos PMs envolvidos na ação que vitimou a jovem.

Esta é a segunda vez que uma audiência sobre a morte da modelo deixa de ocorrer. A primeira sessão, marcada dez meses após o crime, foi adiada por conta de um erro da Justiça na formação do conselho que julgaria cinco policiais militares denunciados por alterarem a cena do crime.

A audiência foi realizada em 16 de maio, pela Auditoria da Justiça Militar do Rio, que ouviu nove testemunhas de acusação. Uma das oitivas foi a da mãe de Kathlen, Jackeline Oliveira, que afirmou não ter havido confronto no local e horário em que a jovem morreu. Também foram ouvidos o pai e a avó da jovem na ocasião.

No último dia 8, a morte de Kathlen completou um ano. Os pais da jovem criticaram a lentidão das investigações sobre o caso e reforçaram as acusações contra os PMs denunciados por alterarem a cena do crime.

Kathlen tinha 24 anos e foi atingida enquanto levava comida até uma tia no Complexo do Lins, segundo familiares. Ela não era mais moradora da comunidade e estava visitando a avó na ocasião.

A PM alegou que agentes da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Lins foram atacados a tiros por criminosos na região, mas moradores afirmaram que não havia conflito no momento em que a jovem foi baleada.

Em paralelo à investigação sobre a conduta dos PMs, o homicídio de Kathlen é apurado pela Polícia Civil, que informou estar em fase de conclusão do inquérito. O MP-RJ, por sua vez, disse esperar o envio do relatório policial para prosseguir com a denúncia.

Os 12 agentes envolvidos na operação foram afastados das ruas pela corporação. 

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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