A moradora da mansão abandonada localizada em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, Margarida Bonetti, investigada por agredir uma funcionária e mantê-la em condições análogas às de escravidão, teria jogado uma sopa quente na empregada e arrancado tufos de cabelo da mulher. A história foi tema de reportagem do jornal Folha de S. Paulo.
Segundo o processo, a funcionária era obrigava a viver em um porão, sem banheiro nem janelas. Impedida de usar os chuveiros da casa, ela era obrigada a levar baldes para tomar banho. O documento também indica que as agressões físicas eram constantes.
Em um dos episódios, Bonetti estaria insatisfeita com o preparo de uma sopa e teria atirado o caldo quente na empregada. Em outro momento, o documento relara que Margarida arrancou tufos de cabelo, fazendo a cabeça da mulher sangrar. O motivo teria sido porque Margarida não gostou da forma como a funcionária lavou os cachorros da família.
A vítima, segundo o processo, teve uma infecção na perna e teve atendimento médico negado pelos patrões. o casal Bonetti. A funcionária foi acometida ainda por um tumor “do tamanho de um melão” e, mesmo assim, não foi levada a um hospital. Ela teria sido tratada somente quando a vizinha e amiga procurou uma advogada que, por sua vez, procurou o FBI.

