O Ministério Público de Minas Gerais instaurou um inquérito civil, nesta sexta-feira (1º), para apurar o acionamento das sirenes de emergência de uma barragem de mineração da cidade de Paracatu, a 502 km de Belo Horizonte. Segundo o órgão, não há registro de rompimento ou movimentação da estrutura.
Segundo o documento, na última quinta-feira (30), o sistema automático de alerta da Barragem 3, da Nexa Recursos Minerais S.A, foi ativado. Por meio de nota, a empresa informou que o acionamento foi acidental e que as estruturas estão em segurança.
Diante do ocorrido, o MP solicitou que a ANM (Agência Nacional de Mineração) e Feam (Fundação Estadual do Meio Ambiente) realizem vistorias no local. A partir das visitas, devem ser formulados documentos técnicos para atestar a situação das barragens e os motivos do acionamento.
“Estamos atuando com prioridade e urgência para o adequado esclarecimento dos fatos e adoção das medidas necessárias à proteção das pessoas e do meio ambiente”, disse a promotora de Justiça responsável pela defesa do Meio Ambiente da cidade, Mariana Duarte Leão.
A reportagem entrou em contato com a Nexa sobre a investigação do MP e aguarda retorno.
Outro registro
Em maio do ano passado, um registro parecido deixou os moradores de Paracatu assustados. O alarme da barragem Eustáquio, da mineradora Kinross, disparou acidentalmente. A empresa afirmou que, por causa de uma falha do sistema, as sirenes de emergência foram acionadas de forma não intencional.
Na época, o Ministério Público também abriu um inquérito para apurar o caso e ajuizou uma ação civil pública com o objetivo de “reparar os danos morais coletivos, bem como a adoção de medidas para assegurar o correto funcionamento do sistema de emergência do empreendimento minerário”.

