Ministro da Defesa diz que não há ‘viés político’ em questionamentos a urnas eletrônicas

Ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, em comissão no Senado para fala sobre eleições

Ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, em comissão no Senado para fala sobre eleições Roque de Sá/Agência Senado

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, afirmou nesta qunita-feira (14), em uma audiência pública no Senado, que não existe “viés político” nos questionamentos às urnas eletrônicas. Em uma apresentação, o ministro voltou a questionar a segurança das urnas, apesar de os equipamentos passarem por diversas etapas de preparação e fiscalização interna, no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e externa.

“Não tem viés político, gente. Não tem dúvida. Não tem aqui que colocar em xeque ou em dúvida quem quer que seja. É tecnicamente, de posse dos dados, apresentar um trabalho. E, aí, a decisão, a aceitação não cabe à gente, cabe ao Tribunal Superior Eleitoral. Logicamente que tem suas nuances de logística, de capacidade, de recursos, de tudo, mas não poderíamos deixar de apresentar esse trabalho como a gente está buscando apresentar”, afirmou.

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O general ressaltou que os militares não atuarão como “revisores de eleições”, e a todo momento frisou que a atuação das Forças Armadas na discussão sobre as eleições, com propostas de melhoria, ocorreu por convite do TSE, em setembro do ano passado. “Fomos instados, convidados, por uma portaria de setembro a participar da comissão [de Transparência das Eleições]“, disse.

No último dia 6, o ministro foi à uma comissão na Câmara dos Deputados, ocasião que também questionou a segurança das urnas. “Sabemos muito bem que esse sistema eletrônico necessita sempre de aperfeiçoamento. Não há programa imune a ataque, imune a ser invadido. Tem os bancos que gastam milhões com segurança e eu tive meu cartão clonado há três semanas. A minha esposa, no ano passado. Isso é fato”, afirmou.

Três propostas

Durante a audiência pública no Senado, nesta quinta-feira, o ministro cobrou que o TSE acate ainda neste ano, apesar da proximidade do pleito eleitoral, três propostas dos militares entendidas por ele como essenciais.

A primeira delas é a realização do teste de integridade das urnas nas mesmas condições da votação, inclusive com a utilização da biometria na urna teste. A proposta já foi apresentada ao TSE, que informou que ela será analisada para o próximo ciclo eleitoral.

A outra pede a inclusão de urnas novas no teste público de segurança, para assegurar o funcionamento com menores riscos. Esta proposta foi acolhida parcialmente pelo TSE, que apontou que “considerando o estreito prazo entre a conclusão da integração do sistema de   votação com “as referidas urnas, “a auditoria de segurança das urnas eletrônicas modelo 2022 será assegurada por meio de um ajuste no Plano de Trabalho”.

A última proposta feita pelo general é de uma auditoria independente. “Quem faz, não deve auditar”, disse o ministro. O presidente Jair Bolsonaro tem falado sobre a contratação de uma auditoria independente por parte do seu partido. O TSE já ressaltou que os partidos podem fazer auditorias próprias, contratando empresas credenciadas.

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