Isabel Moreira acusa que transformar política em casos é "destruir Abril"

Isabel Moreira acusa que transformar política em casos é "destruir Abril"

Na sua intervenção perante os delegados do 24.º Congresso Nacional do PS, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), a constitucionalista defendeu que se vive uma “época em que o debate é muito mais sobre casos do que política”.

“Transformar a política em casos é destruir Abril, mas quem o faz de facto anda há muito a desmerecer Abril. Ou melhor, beneficiou de Abril sem de facto alguma vez ter verdadeiramente aderido a Abril”, defendeu.

Isabel Moreira apelou ao partido para que lute contra “essa fuga à política” e afirme “a social-democracia, subitamente apelidada de gonçalvismo, de radicalismo ou de falta de moderação”.

“Aprendi cedo que o centrismo não é um lugar, é uma estratégia. Nada tem de ideológico, de pertença de serviço ao povo, mas de não definição propositada para conseguir o poder pelo poder”, considerou a deputada.

Na opinião de Isabel Moreira, o PS tem de ser “um lugar com definição, com projeto, com ambição, com visão, com cumplicidade de diálogo com todos e todas os que são amantes da liberdade igual, da fraternidade da solidariedade, adeptos do estado social e defensores de todos os direitos fundamentais”.

“Pedro Nuno Santos é a personificação com provas dadas de tudo isto e é o oposto da indefinição”, defendeu Isabel Moreira, dizendo que o recém-eleito líder socialista é uma pessoa “com o coração posto na bondade e que não hesita, decide e faz”.

O eurodeputado e vice-presidente do Parlamento Europeu Pedro Silva Pereira abordou a atual crise política para salientar que “os portugueses não a queriam” e que foi criada “de fora”.

“No dia 10 de março, os portugueses vão ter de resolver esta estranha crise política e este congresso respira a confiança de que os portugueses vão fazê-lo para travar o retrocesso que seria um Governo de uma direita ainda mais radical”, sublinhou.

Silva Pereira, que foi ministro da Presidência num governo do ex-primeiro-ministro do PS José Sócrates, destacou que, também de fora, “quiseram até ao último momento condicionar” o congresso do PS e “marcar-lhe a agenda”.

“Mas acontece que o congresso do PS somos nós que o fazemos. Este congresso recusou o guião traçado de fora e tem sido aquilo que deve ser”, defendeu, destacando a “extraordinária afirmação de unidade”, a “tranquila transição de liderança” e “a afirmação de uma nova ambição”.

O eurodeputado destacou que “o PS não precisa de recorrer às receitas falhadas do passado, nem sequer às siglas enganadoras com que a direita se apresenta”, numa referência à Aliança Democrática (AD), apelando a que “ninguém se iluda sobre a natureza radical desta direita”.

Já a eurodeputada Margarida Marques interveio no congresso para elogiar a postura do primeiro-ministro, António Costa, na União Europeia (UE), “sempre defendendo os interesses de Portugal e europeus e contribuindo definitivamente para o processo de construção europeia”.

A eurodeputada sustentou que o PS tem de continuar a defender “a liberdade e a democracia” para “evitar o aumento da extrema-direita” em Portugal e na UE, salientando que, com forças antidemocráticas, nunca haverá “uma Europa sustentável, social, feminista, política e geopolítica”.

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