Depois de registrar a primeira desaceleração um ano ao atingir 11,73% no acumulado dos 12 meses finalizados em maio, a inflação oficial aos consumidores brasileiros voltou a ganhar força com a alta de 0,67% dos preços em junho e agora soma 11,89% no período de um ano.
Com o ganho de ritmo, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o maior para o período finalizado em junho desde 2003 (16,57%). Em junho de 2021, a variação havia sido de 8,35%.
Conforme os cálculos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a variação acumulada mantém o índice em nível superior ao dobro do teto da meta, estabelecida em 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2% a 5%), para o intervalo de 12 meses.
Na última edição do RTI (Relatório Trimestral de Inflação), o BC (Banco Central) elevou para 8,8% a expectativa de avanço do IPCA neste ano e sinalizou que a chance de o índice oficial furar o teto da meta ao fim de 2022 é de 100%.

