Governo de MG prevê transmissão comunitária de varíola do macaco 

Pacientes apresentam lesões na pela

Pacientes apresentam lesões na pela Reprodução/UKHSA (Agência de Saúde da Saúde do Reino Unido)

O Governo de Minas Gerais afirmou que a transmissão interna da varíola do macaco pode acontecer no estado nos próximos dias, porém a previsão da Secretária de Saúde é que a contaminação ocorra de maneira controlada. Até o momento, a pasta confirmou três casos da doença em Belo Horizonte e outros oito estão em investigação.

De acordo com o secretário de Saúde estadual, Fábio Baccheretti, a transmissão da varíola acontece por meio de contato próximo com lesões de pele, gotículas de saliva e também há a suspeita de infecção através de relação sexual. 

Douglas Mello, que é mineiro e mora em São Paulo, é um dos pacientes diagnosticados no Brasil. Ele está em isolamento há 17 dias e acredita que foi infectado durante uma festa na capital paulista. 

“Fui em uma festa eletrônica em São Paulo que teve no dia 16 e nessa festa eu cumprimentei todo mundo. Tive bastante contato pessoal. Assim que eu cheguei em casa desse evento, já comecei a sentir muita dor no corpo, principalmente nas costas”, relatou o influenciador e modelo.

Sintomas

Os principais sintomas da varíola do macaco são dor de cabeça, dor muscular, calafrios, exaustão e febre que leva a erupções da pele. Segundo os médicos, os indícios podem duram de duas a quatro semanas e costumam aparecer de seis a 13 dias depois que a pessoas foi infectada.

“Procurei um médico e, quando ele me examinou, achou umas bolhas pelo corpo. Eu não tinha percebido ainda porque o que mais me incomodou no começo foi a dor forte nas costas e a febre que não passava”, contou Douglas.

Após o exame no consultório, o médico pediu a testagem para a varíola do macaco. “É um exame bem doloroso, eles furam essa bolha e coletam um pedaço do tecido da pele. Quando saiu o resultado, eu fiquei em choque. Mas meu médico me tranquilizou e disse para eu acompanhar os sintomas e não sair de casa. Desde então, eu estou de isolamento social”, disse.

Prevenção

Os meios de prevenção são os mesmos para se proteger do coronavírus: lavar as mãos várias vezes ao dia com água e sabão e usar máscaras de proteção em ambientes fechados.

A Secretária de Saúde alerta que, ao sentir qualquer sintoma ou tiver contato com alguém contaminado, o paciente deve procurar o atendimento médico para a realização do exame.

Veja como se prevenir da doença

Veja como se prevenir da doença Arte/R7

Casos no Brasil e em Minas

No Brasil, em quatro dias, o número de contaminados pela doença mais que dobrou. Em 30 de junho, eram 37 pacientes e, nesta segunda-feira (4), os registros chegaram em 78.

Apesar do crescimento pelo país e os três casos confirmados em Minas Gerais, Baccheretti afirma que a varíola do macaco é uma doença limitada e que a contaminação não deve ocorrer na mesma intensidade que outras doenças. 

“Não é uma transmissão tão facilitada como a da Covid-19. Os três casos de BH são importados, dois foram infectados em São de Paulo e um fora do Brasil. A doença será transmitida internamente, mas não vai ter um crescimento tão grande”, explicou o chefe da pasta.

 

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