A Polícia Civil deflagrou uma operação na manhã desta terça-feira (5) para cumprir oito mandados de busca e apreensão e três ordens de sequestro de valores contra membros de um grupo criminoso suspeito de fraudes eletrônicas contra vítimas do Distrito Federal.
A ação ocorre no Mato Grosso e São Paulo, já que os envolvidos dividiram as etapas do crime em cidades dos dois estados para dificultar que fossem identificados e localizados. Segundo os investigadores da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), se trata de um novo “golpe do WhatsApp“.
Os golpistas de Cuiabá (MT) entravam em contato por mensagem de WhatsApp com as vítimas, se passando por um familiar. Para isso, usavam no perfil a foto do familiar em questão e alegavam que tinham trocado de telefone. Depois disso, pediam para que fossem adicionados no grupo da família.
Uma vez inseridos no grupo, eles passavam a coletar informações da intimidade da família para dar credibilidade à narrativa. Depois, acionavam os parentes em conversas privadas e passavam a pedir dinheiro. Em um dos casos, a família de uma das vítimas teve um prejuízo de R$ 32,5 mil depois que os estelionatários pediram valores aos pais e a irmã.
O depósito via Pix era efetuado em contas bancárias de laranjas, moradores de cidades do interior paulista: Araçatuba, Glicério, Birigui e Coroados. Em seguida, o dinheiro era remetido a outras contas, dos líderes do esquema.
“Quando se tratar de empréstimo de dinheiro, faça da moda antiga: peça para conversar pessoalmente, ligue para a pessoa, tenha certeza de com quem está falando”, aconselha o delegado Erick Sallum.
Os investigados vão responder por associação criminosa, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Se forem condenados, as penas podem ultrapassar os 20 anos de prisão. Esta foi a 5ª operação contra fraudes eletrônicas deflagrada no primeiro semestre do ano pela 9ª DP.

