EUA e China chegam a ‘consenso’, mas guerra da Ucrânia e situação de Taiwan ainda preocupam

Chefes da diplomacia Antony Blinken, EUA, e Wang Yi, da China, estiveram em Bali

Chefes da diplomacia Antony Blinken, EUA, e Wang Yi, da China, estiveram em Bali MONTAGEM/MADE NAGI/ANGELO CARCONI/EFE/EPA – 09.07.2022

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o seu homólogo dos Estados Unidos, Antony Blinken, chegaram a um “consenso”, neste sábado (9), para melhorar as relações entre os países durante uma reunião do G20. A informação foi dada pelo governo chinês num momento em que as potências procuram baixar as tensões.

“Ambas as partes, com base na reciprocidade de de benefício mútuo, chegaram a um consenso para que o grupo de trabalho conjunto sino-estadounidense consiga mais resultados”, disse o ministério chinês depois do encontro.

Por sua vez, o secretário de Estado dos Estados Unidos assegurou que as conversas com o chanceler chinês foram “úteis, francas e construtivas”. Porém, expressou “preocupação” com  a situação de Taiwan.

“Diante da complexidade de nossas relações, posso dizer com certa confiança que nossas delegações encontraram úteis, francas e construtivas as discussões de hoje [sábado]”, disse Blinken depois de 5 horas de reunião com Wang, um dia depois de um encontro dos chefes de Estado do G20 em Bali, na Indonésia.

“Eu expressei a profunda preocupação dos Estados Unidos pela retórica e as atividades cada vez mais provocadoras de Pequim com respeito a Taiwan e pela importância vital da manutenção da paz e estabilidade do país asiático”, acrescentou Blinken.

As tensões entre China e Estados Unidos sobre a ilha aumentaram devido ás crescentes incursões aéreas da China na zona de defesa de Taiwan, que Pequim considera uma província própria e está determinada a recuperar esse território um dia — mesmo que seja pela força se necessário.

Invasão da Ucrânia

Blinken afirmou também que pediu ao homólogo chinês distância de Moscou, além de condenar a “agressão” russa contra a Ucrânia.

“Realmente, é o momento para todos nos levantarmos, como fizeram os países do G20 seguidamente, para condenar a agressão e exigir, entre outroas coisas, que a Rússia permita o acesso aos alimentos bloqueados na Ucrânia”, disse o chanceler americano.

O secretário disse não ter notado “nenhum sinal” de cooperação por parte da Rússia no encontro.

Na quinta-feira, o ministro russo das Relações Exteriores, Serguéi Lavrov, se ausentou de várias sessões com pares do G20 (grupo das maiores potências industrializadas e emergentes do mundo) depois de ter recebido uma chuva de críticas pela invasão da Ucrânia.

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