Etanol continua mais vantajoso do que gasolina em GO, MT, MG e SP

O preço médio do etanol recuou 3,08%, de R$ 4,873 para R$ 4,723 o litro

O preço médio do etanol recuou 3,08%, de R$ 4,873 para R$ 4,723 o litro ALLISON SALES/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO-17/06/2022

O etanol manteve-se mais competitivo do que a gasolina em quatro estados, nesta semana: Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. É o que mostra levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Os critérios consideram que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.

Em Goiás, a paridade é de 65,2%; em Mato Grosso, de 60,88; em Minas Gerais, de 65,69%, e em São Paulo, de 65,58%.

Na média dos postos pesquisados no país, o etanol está com paridade de 66,27% ante a gasolina, portanto mais favorável do que o derivado do petróleo.

Executivos do setor afirmam que o etanol pode ser competitivo com paridade maior do que 70% a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

Redução de preços

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 21 estados e no Distrito Federal nesta semana. O biocombustível se valorizou em 5 estados. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol recuou 3,08% na semana em relação à anterior, de R$ 4,873 para R$ 4,723 o litro.

Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média caiu 2,98%, de R$ 4,527 para R$ 4,392 o litro. Mato Grosso foi a unidade da federação com maior recuo porcentual de preços na semana, de 6,25%, de R$ 4,493 para R$ 4,212 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,69 o litro, em Mato Grosso, e o menor preço médio estadual, de R$ 4,212, também foi registrado em Mato Grosso. O maior preço médio estadual, de R$ 6,500, foi observado no Amapá. Já o maior preço ocorreu em um posto no Rio Grande do Sul, a R$ 7,890.

Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no País caiu 8,93%. O estado com maior baixa porcentual no período foi Mato Grosso, com 11,62% de desvalorização mensal do etanol.

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