“Estou tremendo até agora”, diz homem que encontrou bebê em banheiro de hospital em BH

Câmeras flagraram a suspeita no local

Câmeras flagraram a suspeita no local Reprodução / Record TV Minas

Horas após encontrar um bebê abandonado atrás da privada sanitária do banheiro do Centro de Especialidades Médicas da Santa Casa de Belo Horizonte, o metalúrgico Antônia Adair ainda está assustado.

“Entrei no banheiro e a porta estava fechada. Abri devagar. Tinha uma criança deitada enrolada no cantinho do vaso sanitário. Eu saí, assustei. Voltei. Quando eu conferi, era uma criança, que estava suspirando. Estava limpinha. Fui lá fora e chamei as meninas que trabalha no hospital e socorremos a criança. Até agora estou tremendo”.

O caso aconteceu no início da manhã desta sexta-feira (24), em um horário de movimento na unidade. A Polícia Civil divulgou imagens da suspeita para tentar localizar a mulher que teria abandonado o recém-nascido na unidade de saúde.

“A mulher estava carregando um cobertor possivelmente com uma criança, com um volume que demostrava ser uma criança. Ela entra dentro do banheiro masculino e fica lá por 20 minutos. Quando ela sai, sai ainda com o cobertor, mas ele não tem mais o volume. Ao analisar as câmeras externas, a gente verifica que o cobertor foi colocado dentro de uma sacola. Ai ela passa a caminhar com as mãos livre”, detalhou o delegado Diego Lopes.

A filha de Antônia Adair disse que viu uma mulher pedindo informações na unidade de saúde. “Ela chegou e pediu ao porteiro para conversar com a assistente social e ele a mandou entrar”.

O banheiro fica perto da recepção, mas para ter acesso ao locar precisa se identificar na portaria. “Temos um funcionário que aborda o paciente, identifica a necessidade para, depois, liberar a entrada dele”, explica Flávia Rodrigues Cerqueira, superintendente de serviços da Santa Casa. De acordo com a representante da unidade de saúde, o bebê foi levado para o Hospital Santa Casa e passa bem.

“Abandonar uma criança é crime. Enseja, inclusive, pena de prisão. Paralelo a isso, possuímos inúmeros órgãos de assistência social onde que a família que não possa criar o bebê pode, legalmente, sem qualquer tipo de reprimenda, entregar esse bebê para adoção”, alerta o delegado Diego Lopes.

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