Eleições nos Açores. Resultado oficial confirma distribuição de mandatos

Eleições nos Açores. Resultado oficial confirma distribuição de mandatos

Segundo o mapa da Comissão Nacional de Eleições (CNE) com os resultados definitivos das eleições de 04 de fevereiro, a abstenção foi de 49,70%.

Entre os 57 mandatos a atribuir, a coligação encabeçada pelo Partido Social-Democrata (PSD) conseguiu a maioria, com 26 deputados, o Partido Socialista (PS) elegeu 23, o Chega (CH) cinco, e o Bloco de Esquerda (BE), a Iniciativa Liberal (IL) e o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) elegeram um deputado cada.

Dos 229.909 eleitores referidos agora como inscritos (a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna tinha contabilizado 229.830 a duas semanas do sufrágio), houve 115.655 votantes (50,30%).

Ainda de acordo com o documento da CNE, entre os votantes registaram-se 111.726 votos validamente expressos (96,60%), 2.522 brancos (2,18%) e 1.407 nulos (1,22%).

A coligação PSD/CDS-PP/PPM obteve 48.672 votos validamente expressos (43,56%), enquanto o PS totalizou 41.538 (37,18%).

O Chega teve 10.627 votos (9,51%), o BE 2.936 (2,63%), a IL 2.482 (2,22%) e o PAN 1.907 (1,71%).

As restantes forças políticas concorrentes não conseguiram eleger deputados para o parlamento açoriano: coligação CDU — Coligação Democrática Unitária, formada por PCP e PEV (1.821 votos, 1,63%), Livre (735 votos, 0,66%), Juntos Pelo Povo (626 votos, 0,56%), Alternativa Democrática Nacional (378 votos, 0,34%) e coligação Alternativa 21, composta por MPT — Partido da Terra e Aliança, que teve quatro votos em Santa Maria (0,16% no círculo de ilha).

A distribuição dos 57 mandatos registada nos resultados definitivos é a mesma que constava dos resultados totais provisórios apurados no dia das eleições.

A maioria das candidaturas concorreu nos 10 círculos (um por cada ilha e um círculo de compensação), com exceção da IL (oito círculos), do JPP (seis) e da coligação MPT/Aliança (um, depois de as listas terem sido rejeitadas nos restantes círculos).

De acordo com o número 1 do artigo 81.º do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, “o presidente do Governo Regional é nomeado pelo representante da República, tendo em conta os resultados das eleições para a Assembleia Legislativa, ouvidos os partidos políticos nela representados”.

O chefe do executivo tomará posse perante a Assembleia Legislativa.

O representante da República para os Açores, Pedro Catarino, prevê ouvir os partidos políticos com representação no hemiciclo nos dias 19 e 20 de fevereiro.

Nas eleições de 2020 — que o PS venceu, mas perdendo a maioria absoluta detida há duas décadas -, PSD, CDS-PP e PPM, que então concorreram separados, também conseguiram eleger 26 deputados (PSD 21, CDS-PP três e o PPM dois) e acabaram por formar governo, com acordos de incidência parlamentar com Chega e IL.

Em novembro, a abstenção do Chega e do PAN e os votos contra de PS, IL e BE levaram ao chumbo do Orçamento dos Açores para este ano e, no mês seguinte, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou a dissolução da Assembleia Legislativa e a marcação de eleições.

No passado dia 04, o Chega mais do que duplicou o número de deputados, passando de dois para cinco, enquanto a IL manteve o lugar que tinha conquistado pela primeira vez em 2020.

À esquerda, o PS conquistou 23 lugares, menos dois que nas últimas regionais, e o BE perdeu um dos dois parlamentares.

O PAN voltou a assegurar um assento no parlamento regional.

O atual presidente do Governo Regional e líder da coligação de direita, José Manuel Bolieiro (PSD), tem afirmado que vai governar com maioria relativa por quatro anos.

O PS anunciou na semana passada que vai votar contra o Programa do Governo Regional e o Chega disse estar disponível para viabilizar o documento se integrar o executivo e se ficarem de fora os líderes açorianos dos dois partidos minoritários da coligação, CDS e PPM.

[Notícia atualizada às 11h46]

Leia Também: Açores. Chega disponível para “construir uma solução” governativa

Goiás Alerta

"Repugnante". PAN condena palavras de liberal sobre Inês Sousa Real

"Repugnante". PAN condena palavras de liberal sobre Inês Sousa Real

"Há um país em obras". É preciso "intensificar" trabalho que já "começou"

"Há um país em obras". É preciso "intensificar" trabalho que já "começou"