O Brasil deve registrar cerca de 1,8 milhão de casos prováveis de dengue na temporada 2025-2026, segundo projeção do InfoDengue-Mosqlimate, iniciativa da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com o relatório técnico, o modelo estatístico do tipo ensemble — que combina diferentes métodos e abordagens de previsão para aumentar a precisão das estimativas — estima os casos no período entre 3 outubro de 2025 e 5 outubro de 2026. Do total previsto, 54% (536.778) dos casos devem ocorrer em São Paulo e 10% (274.602) em Minas Gerais. Apesar de o cenário ainda indicar padrão epidêmico, a magnitude esperada é menor do que a observada em 2024, ano em que o país ultrapassou 6,5 milhões de notificações. Dados do painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde (MS) mostram que, em 2026, o Brasil já soma mais de 175 mil casos prováveis. Em 2025, foram mais de 1,6 milhão de registros e 1.821 mortes confirmadas. Dados por UF A análise indica que a maior parte das unidades da federação (UFs) deve registrar picos de incidência inferiores aos da temporada anterior, embora ainda acima da média histórica entre 2019 e 2023. O comportamento da doença varia entre as regiões. O estudo evidencia que há previsão de aumento da incidência em estados como: Distrito Federal; Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; Santa Catarina; e Tocantins. Por outro lado, a tendência aponta redução no: Acre; Amapá; Paraná; Rio Grande do Sul; e São Paulo. Nas demais UFs, a expectativa é de estabilidade, com números próximos aos registrados na temporada passada. Número de casos prováveis em 2026 UF Casos AC 6478 AL 10278 AM 6350 AP 1290 BA 47054 CE 10711 DF 21725 ES 26195 GO 105457 MA 5311 MG 274602 MS 19574 MT 25514 PA 10384 PB 10658 PE 18690 PI 7490 PR 77683 RJ 15068 RN 12585 RO 3708 RR 425 RS 75465 SC 55590 SE 1754 SP 536778 TO 7993 Fonte: InfoDengue-Mosqlimate Dengue: sintomas e sinais de alerta Segundo o MS, a dengue consiste em uma doença febril aguda causada por vírus e transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti. Em geral, apresenta evolução autolimitada, mas pode evoluir para formas graves e levar à óbito. Os sintomas mais comuns incluem: Febre alta (39°C a 40°C) de início repentino; Dor de cabeça; Dor atrás dos olhos; Dores musculares e articulares; Cansaço e prostração; Náuseas; e Manchas vermelhas na pele. Após o período febril, entre o 3º e o 7º dia, é necessário atenção aos sinais de alerta, que indicam possível agravamento do quadro: Dor abdominal intensa; Vômitos frequentes; Tontura ou desmaio; Dificuldade para respirar; Sangramentos (nariz, gengivas ou fezes); e Irritabilidade ou sonolência. A pasta reforça que ao surgimento dos primeiros sintomas, deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde. Dengue: como prevenir? A fim de controlar a doença, o Brasil oferece,, desde dezembro de 2023, a vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a principal forma de prevenção consiste no combate ao mosquito transmissor, com a eliminação de água parada em recipientes como caixas d’água, pneus, garrafas e vasos de plantas. VEJA MAIS: Preços de repelentes têm variação de até 110% entre sites de comércio online, segundo Procon-SP Três municípios recebem primeiras doses da vacina de dose única contra a dengue Fonte: Brasil 61 Navegação de Post ApexBrasil e Ministério da Saúde promovem diálogos estratégicos com Reino Unido e América Latina Saneamento básico: 28 municípios atingem universalização no abastecimento de água, aponta Trata Brasil