De olho nas eleições deste ano, o ex-ministro da Defesa e então assessor especial da Presidência da República Walter Braga Netto foi exonerado do cargo. A demissão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (1º).
No final do mês de junho, o presidente Jair Bolsonaro confirmou o nome de Braga Netto para ocupar a cadeira de vice em sua chapa à reeleição em outubro deste ano. “É uma pessoa que eu admiro muito, e, caso a gente consiga a reeleição, vai ajudar muito o Brasil nos próximos anos. Eu agradeço ao Braga Netto por ter aceitado essa missão”, disse.
Braga Netto se filiou ao PL, partido de Bolsonaro e comandado por Valdemar Costa Neto, no fim de março. Dessa forma, a chapa será pura, formada por membros de uma única legenda.
Em ao menos duas ocasiões, o chefe do Executivo destacou que o vice seria um homem nascido em Belo Horizonte e que passou por colégio militar, características preenchidas por Braga Netto, nascido na capital de Minas Gerais e general do Exército.
Além de Braga Netto, foram exonerados os assessores Max Guilherme Machado de Moura, Mosart Aragão Pereira, Tercio Arnaud Tomaz e José Vicente Santini. Os aliados de Bolsonaro, por sua vez, também pleiteiam cargos públicos nas eleições de outubro.

