"Clima de coação e agressividade" sobre o jornalismo "é condenável"

"Clima de coação e agressividade" sobre o jornalismo "é condenável"

O líder do Livre, Rui Tavares, comentou o caso do jornalista do Expresso que foi agredido na tarde desta terça-feira, durante um evento no qual participava o líder do Chega, André Ventura, declarando que a atitude é “condenável”.

Solidariedade com o jornalista no exercício do direito à liberdade de imprensa, constitucionalmente consagrado e legalmente protegido. O respeito pelos direitos fundamentais é a base da democracia“, começou por dizer Rui Tavares numa declaração proferida na rede social X (antigo Twitter).

O representante do Livre considera, por sua vez, que “qualquer clima de coação e agressividade sobre o trabalho jornalístico é condenável“.

Em causa estão as agressões a um jornalista do semanário Expresso durante um evento, organizado por associações de estudantes da Universidade Católica Portuguesa, na qual participava o líder do Chega, André Ventura, que esteve a discursar e a responder às questões dos estudantes, relata o jornal Expresso.

O profissional de comunicação foi autorizado a entrar no debate por duas jovens e com “conhecimento prévio da assessoria de imprensa do Chega”.

Após 10 minutos, foi interpelado por outro jovem para sair do local. Aí, o jornalista pediu “esclarecimentos” aos assessores do Chega e tentou interpelar o próprio André Ventura para “esclarecer a situação”, momento em que foi agredido.

“Dois dos jovens prenderam os seus movimentos, agarrando-o pelos pés e pelos braços, forçando a sua saída do evento – deixando todo o equipamento de trabalho na sala, incluindo o computador profissional”, que foi devolvido “após intervenção de um dos assessores de André Ventura”, destaca o jornal.

O segurança pessoal de André Ventura, Luc Mombito, ter-se-á ainda dirigido ao jornalista “de forma agressiva”, perguntando-lhe “se este precisava ‘de mais alguma coisa para se sentir melhor'”.

O presidente da Associação Académica do Instituto de Estudos Políticos, João Dias, negou qualquer agressão e disse que o jornalista – que “decidiu entrar à socapa” – apenas “foi removido” do auditório depois de ter sido abordado “cinco vezes” por membros da organização para que saísse da sala.

A direção do jornal Expresso repudiou o sucedido, mostrando “inequívoco apoio ao seu jornalista” e dando conta que “repudia qualquer forma de coação e constrangimento ao trabalho jornalístico”, motivo pelo qual “tomará as devidas ações” para “apurar responsabilidades e impedir que atos deste tipo voltem a acontecer”.

O diretor do Expresso, João Vieira Pereira, disse à Lusa que o jornal está a ponderar apresentar queixas à Polícia de Segurança Pública (PSP) e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

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