Candidato odiado pela oposição é favorito para presidir Sri Lanka; três nomes disputam o cargo

Ranil Wickremesinghe é o favorito para assumir a presidência do Sri Lanka

Ranil Wickremesinghe é o favorito para assumir a presidência do Sri Lanka Ishara S. Kodikara/AFP – 12.05.2022

Ranil Wickremesinghe, um político veterano apoiado pelo partido do presidente deposto do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, é o favorito para substituí-lo, após a nomeação nesta terça-feira (19) de três candidatos para assumir o poder do país, que está atolado há meses em uma grave crise econômica e política.

Wickremesinghe, de 73 anos, passou de primeiro-ministro a presidente interino depois que Rajapaksa renunciou, mas é odiado pelos manifestantes, que forçaram seu antecessor a deixar o cargo.

Wickremesinghe tem o apoio formal do SLPP, partido de Rajapaksa, o maior bloco do parlamento de 225 assentos que elegerá o presidente na próxima quarta-feira (20) em votação secreta.

Seu principal oponente será o dissidente do SLPP e ex-ministro da Educação Dullas Alahapperuma, que conta com o apoio da oposição.

O terceiro candidato é o líder esquerdista Anura Dissanayake. O ex-chefe do exército, Sarath Fonseka, não conseguiu obter o apoio dos deputados para entrar na disputa pela presidência.

O presidente eleito pelo parlamento na quarta-feira completará o mandato de Rajapaksa, que termina em novembro de 2024.

Sri Lanka, uma ilha ao sul da Índia de 22 milhões de pessoas, está ficando sem combustível e enfrentando escassez de bens básicos.

Esta crise foi desencadeada pela pandemia de Covid-19, que devastou o setor do turismo, grande gerador de divisas, mas foi agravada por uma série de más decisões políticas.

O desastre econômico levou o Sri Lanka a dar calote em abril passado em sua dívida externa de 51 bilhões de dólares. As negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para obter um resgate estão paralisadas enquanto se espera que a situação política se estabilize.

O candidato Rajapaksa

Os três candidatos foram oficialmente nomeados pelos deputados durante uma sessão que durou menos de 10 minutos no edifício do Parlamento, que estava sob estrita vigilância.

Pouco antes do anúncio, o principal líder da oposição, Sajith Premadasa, retirou sua candidatura em favor da candidatura de Alahapperuma, um dissidente do partido no poder.

Um parlamentar do partido de oposição SJB disse à AFP que os dois homens chegaram a um acordo na segunda-feira para que Premadasa assumisse o cargo de primeiro-ministro caso Alahapperuma fosse eleito presidente na quarta-feira.

Após meses de protestos sobre a situação crítica, manifestantes invadiram o palácio de Rajapaksa em 9 de julho, forçando-o a fugir para as Maldivas e depois para Cingapura, de onde renunciou.

Seu sucessor interino Wickremesinghe, que foi primeiro-ministro seis vezes, renovou o estado de emergência do país na segunda-feira antes da votação parlamentar de quarta-feira.

Os manifestantes, que tiraram Rajapaksa do poder, planejaram outro comício na capital na terça-feira para exigir também a renúncia de Wickremesinghe.

Eles o consideram um aliado e protetor do clã Rajapaksa, que dominou a política do país por vários anos.

Gotabaya Rajapaksa foi o primeiro chefe de Estado a renunciar desde que seu país optou por um regime presidencial em 1978.

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