Distritais votam ajuda de R$ 504,8 mi para empresas de transporte

Rodoviária do Plano Piloto

Rodoviária do Plano Piloto Divulgação/GDF

Nesta quarta-feira (4), deputados distritais tentarão votar, mais uma vez, o crédito suplementar para o transporte público do DF. O Projeto de Lei 2.539/2022 dá ao governo a autorização para fazer um repasse de R$ 504,89 milhões para as empresas de ônibus. O texto está na pauta da Câmara Legislativa desde abril, sem acordo dos parlamentares.

O repasse é importante para garantir que não haverá aumento nas passagens de ônibus na capital federal. Nos bastidores, o que se fala é que o texto vai passar, pois nem o Legislativo e nem o Executivo querem subir os preços em ano eleitoral.

Por outro lado, a idade da frota e a condição dos veículos faz com que a abertura de crédito suplementar tenha um efeito negativo, dizem distritais ouvidos pelo R7. Segundo esses parlamentares, é mais dinheiro dos cofres públicos sem melhora dos serviços prestados à população.

Nesta terça, o deputado Chico Vigilante (PT) pediu ao presidente da CLDF que a casa aguardasse, pelo menos, o envio dos contratos de renovação de frotas das empresas para votar. O texto foi um dos pivôs de uma disputa que resultou no fim da sessão.

O plenário já funcionava com o quórum mínimo de parlamentares, e a esquerda se articulou para exigir a retirada do projeto da pauta. O vice-presidente da Casa, Rodrigo Delmasso (Republicanos) pediu que o texto fosse mantido.

O presidente, Rafael Prudente (MDB), concordou com o colega. “Já tiramos da pauta umas dez vezes. O tempo está passando e o plenário precisa deliberar. Se a maioria do plenário entender que deve votar contrário, é a resposta”, afirmou Prudente.

Na sequência, porém, a oposição pediu a retirada de outro projeto do governo do DF, o  2.312/2021, que cria uma loteria pública para o DF. Caso contrário, os deputados iriam se retirar derrubando o quórum e impedindo a sessão.

O líder do governo, deputado Hermeto (MDB), sugeriu a retirada do projeto da loteria e a manutenção do crédito suplementar, mas o deputado Chico Vigilante (PT) disse que só teria sessão com a retirada dos dois projetos. Mais uma vez, Prudente negou. Ele pediu a recomposição do quórum e, sem parlamentares o suficiente, teve de encerrar os trabalhos do plenário.

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