Parlamento da Madeira já não discute moções de censura nem Orçamento

Parlamento da Madeira já não discute moções de censura nem Orçamento

“Em face da exoneração do senhor presidente do Governo Regional, e que implica a demissão de todo o Governo Regional nos termos da Constituição, Estatuto e regimento, a Conferência de Representantes decidiu cancelar o debate do orçamento e do plano de investimentos na terça, quarta, quinta e sexta-feira”, indicou José Manuel Rodrigues, após a reunião com os partidos com assento na Assembleia Legislativa Regional.

As moções de censura apresentadas pelo PS e Chega ao executivo liderado por Miguel Albuquerque também já não serão discutidas, tendo sido retiradas pelos proponentes, uma vez que a exoneração do chefe do executivo insular será publicada ainda hoje.

José Manuel Rodrigues sublinhou que as propostas do Governo Regional “caducam com a sua exoneração”, ressalvando, no entanto, que a Assembleia Legislativa da Madeira “é o único órgão de governo que está na plenitude de funções” e “pode reunir a qualquer momento”.

A Conferência de Representantes decidiu, assim, agendar plenários para 15 de fevereiro, 21 e 22 de fevereiro, segundo o presidente do parlamento madeirense.

O presidente demissionário do Governo Regional foi hoje novamente recebido pelo representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, para oficializar a demissão, tendo sido aceite pelo juiz conselheiro.

No final do encontro, um elemento do gabinete do representante da República para a Madeira indicou que Ireneu Barreto vai “de imediato” começar a ouvir os partidos com assento na Assembleia Legislativa.

No parlamento da Madeira estão representados nove partidos: PSD, PS, JPP, Chega, CDS-PP, PCP, IL, BE e PAN.

O PSD e o CDS-PP suportam o Governo Regional em coligação, com apoio da deputada única do PAN, que garante a maioria absoluta ao executivo.

Em 24 de janeiro, a Polícia Judiciária realizou cerca de 130 buscas domiciliárias e não domiciliárias sobretudo na Madeira, mas também nos Açores e em várias zonas do continente, no âmbito de um processo que investiga suspeitas de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, abuso de poderes e tráfico de influência.

Miguel Albuquerque (PSD) foi constituído arguido e foram detidos o então presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado (PSD), que renunciou entretanto ao cargo, o líder do grupo de construção AFA, Avelino Farinha, e o principal acionista do grupo ligado à construção civil Socicorreia, Custódio Correia.

A Madeira realizou eleições para a Assembleia Legislativa Regional em 24 de setembro, pelo que uma eventual dissolução pelo Presidente da República só poderá ocorrer depois de 24 de março, segundo a lei, que impede os parlamentos de serem dissolvidos durante seis meses após eleições.

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