Pacheco de fora das listas do PSD, mas disponível. "Encaro como desafio"

Pacheco de fora das listas do PSD, mas disponível. "Encaro como desafio"

Ao fim de 32 anos, o deputado social-democrata Duarte Pacheco deixará o Parlamento, depois de ter ficado de fora das listas do Partido Social Democrata (PSD), divulgadas na segunda-feira. Apesar de ter confessado ter ficado surpreendido, o político assegurou, esta terça-feira, encarar a situação como “um desafio”, já que “só para a morte é que não há solução”.

“Temos sempre de confiar naquelas que são as decisões do líder do partido, e isto acontece em cada ato eleitoral. O líder do partido, tendo em conta os recursos que tem à sua disposição, faz a equipa que considera mais adequada, como se fosse um jogo de futebol, o que significa que jogadores em condições não têm de ficar no banco. Claro que todos gostariam de jogar; se me perguntar se gostaria de continuar, [responderia que] amo o Parlamento e a atividade parlamentar, mas não é isso que conta, porque não é a opinião pessoal de cada um, é o que é melhor para a equipa em cada momento”, começou por apontar Duarte Pacheco, em declarações à SIC Notícias.

Apesar de não constar nas listas ontem divulgadas, o social-democrata considerou que “o equilíbrio foi alcançado” nesta “atual equipa” composta pelo presidente do PSD, Luís Montenegro, já que “a renovação deve acontecer com ponto, peso e medida”.

“Naturalmente que, gostando do Parlamento e pensando que dei o meu melhor e tendo recebido, hoje, palavras de surpresa de pessoas de vários partidos políticos, pergunto se não seria importante continuar, mas não é isso que é relevante. O que é relevante é estarmos disponíveis, como devemos estar sempre, para trabalhar pelo ideal social-democrata”, complementou.

Questionado quanto à possibilidade de entrar na corrida às eleições europeias, Duarte Pacheco apontou ser um “desafio interessante”, ainda que tenha consciência “das dificuldades”.

“Se é difícil fazer as listas ao Parlamento português, nas listas ao Parlamento Europeu as dificuldades são dez vezes maiores, porque estamos a falar de um círculo mais pequeno”, disse.

E continuou: “Permita-me partilhar algo pessoal. Eu tinha 12 anos quando a minha mãe morreu. Aprendi nesse dia que só para a morte é que não há solução e devemos relativizar todos os obstáculos que possam aparecer na vida, porque só para aquele é que não há solução. Claro que fiquei surpreendido, mas encaro isto como um desafio. Deus fecha-nos uma porta, abre-nos uma janela no dia seguinte. Continuo disponível para aquilo que o partido entender. Gosto deste partido, tenho sangue laranja, e estou aqui.”

Sublinhe-se que, na segunda-feira, Montenegro justificou a ausência de Duarte Pacheco com a ambição de “garantir uma altíssima qualificação” da proposta do PSD, além de “abrir o partido à sociedade”.

“Esta coligação que junta o PSD, o CDS e o PPM, e como hoje fica bem patente, muitos independentes, muitos cidadãos que vêm robustecer aquela que é a capacidade do PSD e da AD poderem no Parlamento servir os portugueses”, sendo, na sua ótica, a melhor alternativa do país, que poderá dar “a resposta que mais nenhum partido pode dar”.

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