Rússia pode estar a preparar-se para transformar Kyiv "em ruínas"

O historiador e jornalista José Milhazes considerou, na terça-feira, que a Rússia poderá estar a preparar-se para deixar cidades como Kyiv e Lviv “em ruínas”, dando conta de que o regime do presidente Vladimir Putin responderá à contraofensiva ucraniana em breve.

Apelidando o ministro da Defesa russo de “aldrabão“, Milhazes apontou que Serguei Choigu ameaçou “atacar território [da Ucrânia] se o território russo, incluindo a Crimeia, for atacado com armas norte-americanas e inglesas“, uma vez que, na ótica daquele país, “significa o envolvimento direito desses países no conflito”.

“A Rússia, como resposta, atacará centros de tomadas de decisão no território da Ucrânia. É uma ameaça considerável, mas há uma coisa que Choigu não explica. Esqueceu-se que os territórios ocupados, onde já foram empregues estes mísseis, fazem parte da Federação Russa, segundo eles próprios“, recordou, no seu espaço de comentário habitual na SIC Notícias.

E foi mais longe: “Além disso, se os misseis são norte-americanos e britânicos, porque é que se há de atacar a Ucrânia Corte-se o mal pela raíz“, atirou.

Ainda assim, Milhazes apontou que estas ameaças poderão “levar a grandes crimes e à destruição de cidades gigantescas na Ucrânia e de zonas históricas que se encontram nelas, nomeadamente Kyiv e Lviv“.

“Isto pode ser um sinal de que a Rússia se está a preparar para transformar essas cidades em ruínas“, sublinhou.

O comentador apontou também o dedo ao chefe do serviço de espionagem externa da Rússia, “que é um senhor que já foi humilhado publicamente por Putin e, de vez em quando, tem umas ideias muito estranhas”, tendo anunciado “que a Ucrânia está a preparar nada mais nada menos do que bombas sujas”.

“Provas não apresenta, como é costume. A mulher dele, pelo menos, não corre perigo, porque passa a vida em Paris a fazer compras”, ironizou.

Milhazes realçou, nessa linha, que o regime de Putin “está a preparar uma contraofensiva contra a contraofensiva ucraniana, e uma das esperanças em Moscovo é que os ucranianos fiquem exaustos e não consigam superar as linhas defensivas da Rússia“.

“Deve-se ter presente que há uma grande vantagem em termos aéreos, e daí que um general na reserva tenha vindo dizer que, dentro de três semanas, a Rússia poderá lançar uma contraofensiva. Claro que três semanas pode ser ainda cedo, porque tudo vai depender também da forma como a Ucrânia combate, mas não há dúvidas de que os russos vão lançar alguma [ofensiva], pelo menos para neutralizar“, rematou.

Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já provocou a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas, segundo os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A entidade confirmou ainda que já morreram mais de 9.083 civis desde o início da guerra e 24.862 ficaram feridos, sublinhando, contudo, que estes números estão muito aquém dos reais.

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