As forças russas atacaram a fábrica química Azot onde cerca de 500 civis, sendo 40 deles crianças, estão abrigados na cidade de Sievierodonetsk, no leste da Ucrânia, afirmou nesta segunda-feira (13) o chefe da Administração Militar de Lugansk, Serhiy Haidai.
“Os combates são tão intensos em Sievierodonetsk que a luta pode durar 24 horas, não por uma rua, mas sim por apenas um bloco de apartamentos”, apontou a autoridade local, de acordo com agências ucranianas de notícias.
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Nas redes sociais, Haidai completou que as forças de Moscou controlam 70% de Severodonetsk e que “a retirada em massa de civis e o fornecimento de ajuda humanitária são impossíveis, devido aos bombardeios”.
Dessa forma, os militares ucranianos “conseguem retirar apenas algumas poucas pessoas por dia”, lamentou.
O militar ainda destacou que os abrigos da fábrica química Azot, onde centenas de civis se abrigaram, não são tão robustos quanto os da usina siderúrgica Azovstal, em Mariupol, que, durante semanas, foi defendida por integrantes do Batalhão Azov. Por isso, segundo ele, é preciso retirar as pessoas “necessariamente, com garantias de segurança”.
“Estamos tentando negociar um corredor, mas até o momento, sem êxito, com ajuda de Iryna Vereshchuk”, disse a autoridade, se referindo à vice-primeira-ministra da Ucrânia.
Nos últimos dias, a maior quantidade de feridos e mortos na Ucrânia está sendo registrada na cidade de Severodonetsk.

