Ricardo Alarcón, político cubano próximo a Fidel Castro, morre aos 84 anos

Ricardo Alarcón em reunião da Assembleia Nacional de Cuba, em imagem de 2010

Ricardo Alarcón em reunião da Assembleia Nacional de Cuba, em imagem de 2010 Desmond Boylan/Reuters – 01.08.2010

Ricardo Alarcón, ex-chanceler cubano e que foi um grande colaborador de Fidel Castro, morreu no sábado (30), aos 84 anos, depois de passar os últimos anos afastado do poder. A informação foi confirmada pelo governo de Havana, que, no entanto, não revelou a causa da morte.

“Toda nossa homenagem ao querido Ricardo Alarcón na lealdade à Revolução, à política externa e à gloriosa tradição de CubaMinrex”, escreveu o chanceler Bruno Rodríguez no Twitter.

Alarcón, que foi representante de Cuba na ONU, também foi uma figura crucial ao lado de Fidel Castro na elaboração da política nacional a respeito dos Estados Unidos, inimigo da ilha desde 1959.

Em junho de 2013, no entanto, ele foi excluído da cúpula do Partido Comunista (PCC, único) durante a sétima plenária do Comitê Central, quando Raúl Castro já havia sucedido o irmão Fidel (1926-2016). 

A remoção aconteceu depois que seu principal auxiliar, Miguel Álvarez, foi processado e condenado em um discreto processo por espionagem.

Presidente do Parlamento cubano de 1998 a 2013, ele também ocupou um cargo no seleto Gabinete Político do PCC.

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