Políticos lamentam morte de Dom Phillips e de Bruno Pereira

Jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista Bruno Araújo

Jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista Bruno Araújo Redes sociais/Reprodução

Políticos e entidades lamentaram as mortes do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, confirmadas nesta terça-feira (15). Os restos mortais dos dois foram localizados pela Polícia Federal depois que Amarildo dos Santos, suspeito preso, confessou os assassinatos e informou a localização dos corpos, que serão trazidos para Brasília nesta quinta-feira (16).

O caso teve repercussão internacional e também foi lembrado nas nas redes sociais por autoridades brasileiras, como os pré-candidatos à Presidência da República Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT), o governador do Amazonas, Wilson Lima, a deputada federal Joenia Wapichana, única representante indígena da Câmara, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (veja as manifestações na galeria abaixo).

“É com enorme pesar que recebo a notícia de que foram encontrados os restos mortais do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. Em respeito às vítimas, à Amazônia e à liberdade de imprensa, espero que todos os criminosos envolvidos sejam punidos com o rigor da lei”, escreveu Pacheco.

“Espero que a cruel morte de Bruno Pereira e Dom Phillips, não fique impune, que haja justiça e que os povos indígenas do Vale do Javari recebam ainda não um diferencial e atenção urgente. Meus sentimentos de conforto aos familiares de Bruno e Dom. Seguimos em luto e em luta por Bruno e Dom”, postou Joenia (Rede-RR).

“Os requintes de crueldade: matar, esquartejar, queimar e sumir com os corpos, no caso Bruno e Dom, nos remete ao ‘esquadrão da morte’, que já existiu no meu estado, o Acre. É preciso chegar em toda a quadrilha e seus mandantes”, disse a deputada federal Perpétua Almeira (PCdoB-AC).

“Nos solidarizamos com as famílias de Bruno e Dom, nossos parceiros, expressando o nosso pesar e profunda tristeza dessa perda. Para nós, povos indígenas do Vale do Javari, é uma perda inestimável”, publicou a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

No Twitter, a mulher de Bruno, Beatriz Matos, disse que “agora que os espíritos do Bruno estão passeando na floresta e espalhados na gente, nossa força é muito maior”. Os restos mortais foram encontrados após 11 dias.  Os dois viajavam pela comunidade São Rafael, nas proximidades da entrada da Terra Indígena Vale do Javari.

O pescador Osoney da Costa, que é irmão de Amarildo, também está preso, embora não tenha confessado participação no crime. Os dois foram vistos por testemunhas perseguindo a lancha dos profissionais. Uma terceira pessoa, citada por Amarildo, também é investigada.

 

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