Pai e mãe de Kathlen Romeu criticam lentidão de investigações um ano após morte

Kathlen Romeu morreu baleada durante ação policial no Lins

Kathlen Romeu morreu baleada durante ação policial no Lins Reprodução/Redes sociais

O pai e a mãe de Kathlen Romeu, jovem baleada há um ano no Complexo do Lins, zona norte do Rio de Janeiro, falaram sobre a morte da filha e criticaram a lentidão das investigações sobre o crime. 

“É doloroso e decepcionante. A quem interessa essa letargia, essa morosidade? É porque foi um agente do estado? Minha filha era honesta, correta, ia ser mãe. A arma que ela portava era um filho no ventre”, disse Jacklline Oliveira.

Já Luciano Santos, pai da jovem, afirmou que grande parte das provas foram obtidas por pessoas ligadas à Kathlen, e não pelos investigadores. Ele foi responsável por apresentar à Justiça um vídeo que mostra PMs fazendo alterações no local do homicídio. “Se eu não tenho culpa, qual a finalidade de fraudar a cena do crime?”, questionou.

Pais falaram sobre more de Kathlen, que completa um ano

Pais falaram sobre more de Kathlen, que completa um ano Reprodução/Record TV Rio

O casal também falou sobre a saudade que sente de Kathlen e relatou que os pertences da filha e do bebê que ela carregava foram preservados.

“Tem hora que eu penso que estou num pesadelo, que vou acordar e ela vai entrar pela porta. Mal entro no quarto dela. As coisas estão como ela deixou, esperando ela voltar, mas ela não vem”, disse o pai.

A madrinha de Kathlen, Monique Messias, afirmou que o crime “acabou com a vida” da família e lamentou que os sonhos da jovem tenham sido encerrados pelo que considerou despreparo dos policiais militares.

Amigos e familiares de Kathlen organizam um ato político e cultural no Complexo do Lins,  no próximo sábado (10), para relembrar o crime e pedir justiça para a jovem.

Até o momento, apenas uma audiência sobre o caso foi realizada, em maio deste ano, pela Justiça de Auditoria Militar, que julga a conduta dos policiais envolvidos na ação que vitimou a grávida. Cinco agentes se tornaram réus após serem denunciados pelo Ministério Público do Rio por fraude processual e falso testemunho.

A DHC (Delegacia de Homicídios da Capital) também investiga o homicídio de Kathlen e afirmou que o inquérito está em fase de conclusão. Já o MP afirmou que aguarda o relatório policial para seguir com o processo.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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