O Ministério Público de Goiás entrou com recurso contra a decisão que mandou soltar o ex-auxiliar do governo de Goiás Carlos César Savastano de Toledo, conhecido como Cacai.
Ele é acusado de ser o mandante da morte do empresário Fábio Alves Escobar Cavalcante, de 38 anos, assassinado em junho de 2021. As informações foram apuradas pelo repórter do Jornal O Popular, Marcio Leijoto.
Segundo os promotores, Cacai é um empresário e político influente e ele ficou sete meses foragido e, quando foi preso, foi capturado e não se apresentou. Por isso, esses fatores “diferem a sua situação fático-processual dos demais envolvidos”. Depois da morte de Fábio Escobar, aconteceram outros sete assassinatos em Anápolis, todos em 2021.
O MP também recorreu contra a soltura do cabo Glauko Olívio de Oliveira, que é um dos policiais militares envolvidos no crime e único que estaria envolvido também nas outras sete mortes. Ele saiu da prisão aproximadamente uma semana antes de Cacai.
Segundo o MP, uma das vítimas de Glauko é Bruna Vitória Rabelo Tavares, que tinha 19 anos e estava grávida de sete meses. Ela estava com o namorado quando o PM usou o celular deles para realizar a emboscada em que Fábio Escobar foi morto. Os outros três assassinatos seriam parte do plano dos policiais para encobrir a morte da jovem.
O PM foi absolvido junto com outros quatro policiais pela morte de outras três pessoas, que segundo o MP, também teriam relação com o caso de Fábio Escobar. Porém, para a Justiça, não há conexão entre as mortes alegadas na denúncia.
Outro ponto levantado pelo MP é que o policial estaria envolvido em 15 ocorrências de supostas abordagens policiais que resultaram na morte de 23 pessoas entre 2020 e 2023.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime contra Fabio Escobar aconteceu porque ele e Cacai se desentenderam depois de trabalharam juntos na campanha eleitoral de 2018.
Revoltado com as ameaças do empresário, Carlos César demonstrou interesse em se vingar de Fábio. Com a ajuda de Jorge Caiado, ele teria contratado o terceiro sargento da Polícia Militar, Welton da Silva Vieiga, para tirar a vida do empresário.
Para isso, o PM contou com ajuda de três colegas de profissão.
As defesas dos acusados ainda não foram localizadas.
via CBN

