O Ministério Público da Espanha anunciou nesta quarta-feira (2/4) que recorrerá ao Supremo Tribunal do País contra a decisão que absolveu Daniel Alves da acusação de agressão sexual contra uma jovem de 23 anos em uma casa noturna de Barcelona.
Na última sexta, o recurso apresentado pela defesa do jogador foi aceito por unanimidade pelo Tribunal de Justiça da Catalunha, que viu “insuficiência de provas” e classificou o testemunho da denunciante como “não confiável”. Ele havia sido condenado a quatro anos e seis meses de prisão, e nega as acusações.
Daniel Alves foi preso preventivamente em janeiro de 2023, e condenado pelo Tribunal Provincial de Barcelona em 22 de fevereiro de 2024. O brasileiro estava em liberdade condicional há cerca de um ano, após pagar uma multa de 1 milhão de euros (R$ 5,4 milhões à época). Ele ainda teria de cumprir mais dois anos de sua sentença. A decisão favorável ao lateral anula dois outros recursos, que corriam em paralelo no Tribunal de Justiça da Catalunha.
Ambos apelavam pelo aumento da pena: a Promotoria da Superior defendia uma condenação de nove anos, enquanto outra ação, movida pelos representantes da denunciante, pediu para elevar a sentença a 12 anos. O júri que absolveu Daniel Alves foi composto por três mulheres e um homem.
Na análise do juiz Manuel Álvarez, junto a seus magistrados, a condenação do atleta continha uma série de “lacunas, imprecisões, inconsistências e contradições sobre os fatos”. “O que foi explicado pela denunciante difere sensivelmente do que aconteceu de acordo com o exame do episódio registrado.
Fonte:A Redação/foto:Reprodução Instagram
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