“Lulalatismo” é a nova tendência da militância petista nas eleições de 2022

O culto à personalidade de Lula faz parte da história do PT desde o início, na década de 1980

O culto à personalidade de Lula faz parte da história do PT desde o início, na década de 1980 BBC BRASIL

O culto à personalidade de Lula é uma característica incontornável da trajetória do PT. Praticamente impossível dissociar o partido de seu líder máximo – e único. Embora faça parte dos manuais de esquerda, a crítica ao messianismo nunca compareceu às falas da militância petista. Pelo contrário, e não por acaso, “pai” é um dos abnegados apelidos dedicados ao ex-presidente.

Depois, alguns ficam se perguntado de onde vem e de que se alimenta o antipetismo. Experimente fazer apontamentos críticos, mesmo os mais razoáveis, a um missionário do lulalatismo. Receberá de volta argumentos caninos e desprovidos de qualquer racionalidade humana. Não ouse interromper.  Cuidado.

A história já demarcou a natimorta candidatura de Lula em 2018 como o maior erro cometido pelas esquerdas na história deste país – maior até que a Intentona Comunista, de 1935. Preso, inelegível, impávido, julgando-se acima dos fatos, Lula arrastou sua legião de admiradores a uma derrota visível, incontornável. Qual o quê: os lulalaias são fiéis e submissos, incapazes de enxergar defeitos ou falhas em quem lhes serve a ração diária de ideologia.

Não há declaração infeliz, evidência de corrupção, cacoete autoritário ou sede de hegemonismo capazes de dispersar a matilha de seguidores. Eles agem em bando, nem precisam de apito de cachorro e já saem ladrando suas convicções sabujas. A militância petista só recebe ordens do dono.  Virou tendência em 2022. Passa!

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