Joalheria de luxo de BH já foi alvo de ladrões ao menos outras 5 vezes

Ladrões levaram 13 relógios de luxo em assalto

Ladrões levaram 13 relógios de luxo em assalto Reprodução / Record TV Minas

Lojas da joalheria de luxo de onde criminosos roubaram 13 relógios no último fim de semana, no BH Shopping, na região centro-sul da capital mineira, já foram alvo de ladrões ao menos outras cinco vezes nos últimos 14 anos.

O levantamento realizado pela reportagem mostra que o último roubo não foi o único com uso de arma de fogo e ameaça. Em 2009, dois homens armados assaltaram a unidade do Shopping Del Rey, no bairro Caiçara, na região noroeste da cidade. A mesma loja também esteve na mira de ladrões em ao menos outras duas ocasiões.

A lista também registra crimes na loja da Manoel Bernardes na avenida do Contorno e na própria unidade do BH Shopping.

A joalheria, criada em 1944, é uma das mais tradicionais de Belo Horizonte, e tem o título de distribuídora oficial da marca de relógios Rolex. As peças roubadas custam entre R$ 40 mil e R$ 300 mil, cada.

Dados da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) apontam que, entre 2018 e 2021, foram registradas em Belo Horizonte sete ocorrências de roubo de bens e valores em joalherias. Em todo Estado, foram 140 casos do tipo no mesmo período.

De acordo com a assessoria da Manoel Bernardes, a unidade do BH Shopping reabriu as portas normalmente nesta segunda-feira (10). Embora o centro de compras tenha funcionado no Dia das Mães, a loja não abriu as portas na data comemorativa.

“A loja já possui um protocolo rígido de segurança. Além destes, também estamos seguindo todas  as recomendações fornecidas pela polícia e também pelo BH Shopping”, destacou a equipe sobre o esquema de segurança do retorno. Até o momento, nenhum dos nove possíveis envolvidos no caso foram presos.

Avaliação

Edson Pinto Neto, presidente do Sindesp-MG (Sindicato das Empresas de Segurança Privada de Minas Gerais) faz ponderações sobre as medidas de segurança dos shopping centers. Questionado sobre a possibilidade de armar os seguranças, o especialista ponderou pontos positivos e contrários ao tema.

“Não usar arma nos shoppings é uma decisão que visa não coagir os clientes. É melhor ter seguranças desarmados que usem de outros meios criativos para resolver os problemas do que ter um armado em meio a um local onde passam milhares de pessoas diariamente. Mas na minha visão, o armamento deveria ser avaliado, ao menos, na área externa para coibir a crinalidade”, avalia.

Sem especificar a situação do shopping alvo do assalto, Edilson Silva, presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais, afirma que houve uma redução no número de vigilantes nos centros comerciais nos últimos cinco anos.

“A violência aumenta e o número de vigilantes diminui. É claro que em um caso como esse, de crime organizado, o segurança fica impotente, mas em pequenos furtos é o vigilante que consegue prestar o primeiro embate”, explica.

A reportagem procurou a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers e o BH Shopping para comentar sobre as ações de segurança e o uso de armamento na segurança e aguarda retorno.

 

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