Indicado por Carille ao futebol japonês, sondado por clubes médios brasileiros, Jô segue se sentindo massacrado

A cena que colocou fim à terceira passagem de Jô no Corinthians. Samba enquanto o time jogava Reprodução/Instagram

São Paulo, Brasil

Quatro partidas no Brasileiro.

Faltaram três jogos para impedir que Jô atuasse em outro clube da Série A.

Ou seja, está livre no mercado, depois de sua rescisão com o Corinthians.

Aos 35 anos, mesmo com a situação financeira resolvida, o atacante quer continuar com sua carreira de 19 anos.

Ele e seu empresário, Beto Fedato, estudam uma maneira ‘perfeita’ para que possa seguir atuando, depois do histórico de vários problemas disciplinares na carreira.

Aceitar assinar um contrato com cláusulas específicas que protejam o clube que decidir ter o jogador no seu elenco.

E que permitam a rescisão imediata, sem a necessidade de acordo financeiro, como aconteceu no Corinthians.

Seria segurança para quem se interessar por seu futebol.

O futebol brasileiro segue carente de atacantes definidores, como o ex-corintiano.

Empresários,que representam clubes médios, avaliam com dirigentes a possibilidade contratar Jô.

Desde que exista mesmo essas cláusulas para respaldar a equipe.

Beto Fedato segue repetindo que o atacante já foi sondado por alguns clubes.

Entre eles, está, com certeza, o V-Varen Nagasaki, equipe da Segunda Divisão Japonesa, que tem desde a semana passada, Fabio Carille como treinador.

Carille o indicou.

Jô e Carille têm ótimo relacionamento. Foram campeões, juntos, em 2017

Jô e Carille têm ótimo relacionamento. Foram campeões, juntos, em 2017 Corinthians

Mas terá de convencer os dirigentes do V-Varen que Jô não abandonou o Nagoya Grampus. O clube japonês da Primeira Divisão move um processo na Fifa, alegando que o brasileiro desapareceu, mesmo com contrato vigente, em 2020.

Jô tirou suas redes sociais do ar, depois da rescisão com o Corinthians.

Mesmo desligado do clube, seguia sendo atacado por torcedores revoltados com suas atitudes. Principalmente a de ter ido a um pagode, mesmo sob tratamento médico. E de participar de roda de samba, cantando e tocando tantã animado, enquanto o Corinthians perdia para o Cuiabá.

O atacante, que pediu a rescisão por medo dos torcedores, seu carro já havia sido apedrejado no ano passado, segue com o discurso que foi injustiçado.

“Se (o Corinthians) tivesse ganho (do Cuiabá), será que eu seria massacrado? Fico triste porque não é só comigo que acontece isso. O mundo tem muitos juízes. Parece que só aquela pessoa fez coisa de errado.

“Ninguém nunca foi no pagode (disse, em tom irônico).

“Após cumprir meu trabalho, fazer o tratamento da lesão, eu tenho que fazer aquilo que a internet fala, que alguém quer”, desabafou à rádio 365.

O atacante insiste que seguirá jogando futebol.

As chances de voltar ficarão maiores com as cláusulas garantindo a rescisão automática em caso de indisciplina.

É uma situação constrangedora.

Ainda mais para um jogador que atuou pelo Corinthians, Manchester City, Everton, Internacional, Atlético Mineiro, entre outros clubes.

Mas a clupa não é de ninguém.

A não ser do próprio atacante.

Que recebia R$ 700 mil por mês no Corinthians.

E tinha contrato até o final de 2023…

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