Guerreiro, o Palmeiras venceu uma batalha de tirar o fôlego, contra o Internacional. E é o legítimo ‘campeão’ do primeiro turno

Gustavo Gómez, oitavo gol na temporada. Zagueiro artilheiro, de novo, em um jogo de tirar o fôlego

Gustavo Gómez, oitavo gol na temporada. Zagueiro artilheiro, de novo, em um jogo de tirar o fôlego Cesar Greco/Palmeiras

São Paulo, Brasil

Foi uma batalha repleta de dramaticidade.

Com direito à bola na trave, defesas espetaculares de Weverton, cansaço, força física do Internacional.

Mas a vitória acabou sendo um prêmio justo para o Palmeiras, que superou os próprios limites físicos e psicológico.

E conseguiu terminar o primeiro turno do Campeonato Brasileiro como líder, absoluto, com 39 pontos.

Graças a gols de Gustavo Gómez e Gabriel Menino. E Alemão, para o Internacional. O jogo foi espetacular, repleto de reviravoltas e suspense. O Allianz Parque lotado tremeu na vitória empolgante.

“O primeiro tempo foi muito abaixo. Não conseguimos jogar. Não é fácil jogar aqui. Eles têm um elenco de duas ou três temporadas. Acordamos no segundo tempo. Tive uma bola na trave, empatamos, mas não seguramos no fim.

“Temos que levar de aprendizado este segundo tempo. Estamos bem no Brasileirão. Somos difíceis de ser batidos. Por um detalhe, não levamos o empate”, resumiu, muito bem, Alemão, do Internacional, ao final da partida. 

O ritmo que o Palmeiras impôs no primeiro tempo foi incrível. Ainda mais contra times montados por Mano Menezes jogando no campo do adversário. De nada adiantou ele colocar o Internacional fechado, como uma equipe de pebolim, estático, no 4-5-1.

A pressão na saída de bola e a movimentação dos jogadores do Palmeiras, do meio-campo e ataque, e a crueldade de Abel Ferreira se impuseram.

O treinador português sabia muito bem que Mano tinha de improvisar o pesado zagueiro argentino Mercado, como lateral direito. E tratou de forçar Dudu na ponta esquerda. E escudado pelo jovem Vanderlan, jogador de 19 anos, que é apontado pelo comando do futebol palmeirense como mais uma grande revelação. 

Os dois infernizaram a defesa colorada. 

Mas Dudu deu um show à parte no primeiro tempo. Com dribles, arrancadas, chutes. O Palmeiras foi encurralando o tradicional rival gaúcho.

Raphael Veiga e, principalmente, Gustavo Scarpa encontravam inesperado espaço, entre o exército de vermelho organizado por Mano Menezes. 

No primeiro tempo, o Palmeiras deu nove arremates a gol e o Internacional, apenas um.

O placar de 1 a 0 foi injusto, tamanha a superioridade do time paulista. O único gol saiu da maneira mais previsível possível. Zé Rafael serviu Dudu, que driblou quem? Sim, Mercado, e cruzou. Gustavo Gómez, como centroavante, empurrou a bola para o fundo do gol do Internacional, aos 17 minutos.

A pressão palmeirense continuou. Dudu, Scarpa e Vanderlan tiveram chances de marcar. Murilo até faria o seu, depois de rebote do goleiro Daniel, em um chute fortíssimo de Gustavo Scarpa. Mas por centímetros, o VAR anulou. A tecnologia marcou o impedimento.

No segundo tempo, a expectativa era de goleada palmeirense.

E foi quando começou a batalhar. Mano Menezes teve coragem e mudou seu plano tático. Colocando o meia Mauricio no lugar do volante Gabriel, o atacante muito mais agudo e objetivo, Alemão, na vaga do tímido Vanderson. E adiantou suas linhas. O Internacional passava a atuar no 4-4-2, se transformando em 4-3-3 ao tomar a bola.

O Palmeiras pagava o preço pela intensidade no primeiro tempo. Fazia muita falta um placar mais dilatado. O argentino López outra vez mostrou dificuldade para entender a movimentação do ataque palmeirense. Ele não prendia os zagueiros, não abria espaço para os companheiros, ficou preso, apenas marcando posição, na defesa gaúcha.

O cansaço palmeirense era nítido. Enquanto o Internacional começava a se impor. A batalha nas intermediárias era impressionante. Aos 22 minutos, as bolas paradas, treinadas à exaustão por Abel Ferreira, não deram resultado por um triz. Aliás, por dois. Em duas cobranças de escanteios, Zé Rafael cabeceou e a bola beijou o travessão. Duas vezes.

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