Guerra entre os clubes do futebol brasileiro. Transmissão pode repetir 2019. E ser dividida nas tevês e nos streaming

Petraglia é um dos grandes líderes da rebelião contra a Libra

Petraglia é um dos grandes líderes da rebelião contra a Libra Athletico Paranaense

São Paulo, Brasil

“Inviável. Como é que uma rede de televisão vai comprar o direito de transmissão de 25 clubes. A grande maioria, com menor torcida E deixar de lado os ‘campeões de audiência’. 

‘Não tem cabimento.”‘

Esta foi a resposta de um executivo que trabalhou, por anos, na intermediação da venda de transmissão do extinto Clube dos 13, ao blog. 

A insurreição de 25 clubes foi anunciada hoje, com estardalhaço. 

Eles decidiram formar um bloco para negociar a transmissão de seus campeonatos com as televisões e redes de streaming.

E há gigantes do futebol brasileiro neste grupo. Atlético Mineiro, Internacional e Fluminense. América Mineiro, Atlético Goianiense, Athletico Paranaense, Curitiba, América Mineiro, Avaí, Brusque, Ceará, Chapecoense, CRB, Criciuma, CSA, Cuiabá, Fortaleza, Goiás, Juventune, Náutico, Londrina, Operário, Sampaio Corrêa, Sport, Tombense e Vila Nova.

Dessa ala, contra a Libra (sigla para a Liga Brasileira), há dois líderes. O primeiro é o homem que domina o Athletico Paranaense, Mario Celso Petraglia. E o presidente do Fluminense, Mario Bittencourt.

Eles são os mais ferrenhos defensores da divisão dos direitos de transmissão. 40% divididos igualmentes. 30% por desempenho dos clubes nos campeonatos e mais 30% por audiência.

A ala que formou a Liga quer outro sistema de divisão. 50% pela performance. 25% por desempenho. E os outros 25% por audiência.

Botafogo, Bragantino, Cruzeiro, Corinthians, Flamengo, Guarani, Ituano, Novorizontino, Palmeiras, Ponte Preta, Santos, São Pauo e Vasco estão alinhados nesta segunda proposta.

Os grandes líderes deste lado são o ‘dono’ do Cruzeiro, o ex-jogador Ronaldo. O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim. O presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves. E a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

Nenhum grupo promete ceder.

O que pode acontecer?

Se repetir a situação a situação de 2019, quando a Globo e o extinto Esporte Interativo dividiram a transmissão. Cada emissora ficou com um grupo de clubes no Brasileiro.

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