Greve de motoristas de ônibus de São Paulo está marcada para hoje

Motoristas pedem reajuste salarial e participação nos lucros
Edu Garcia/R7 – 07.06.2022

Os motoristas de ônibus municipais de São Paulo anunciaram a realização de uma greve a partir da zero hora desta terça-feira (14). O sindicato, no entanto, afirma que não fará uma paralisação generalizada devido à liminar judicial que garante o funcionamento de 80% da frota no horário de pico e 60% fora do horário de pico.

A entidade não deu detalhes sobre quais linhas serão afetadas. “Nós vamos fazer uma greve com responsabilidade. Estamos aqui estudando a forma”, afirmou ao R7 o presidente em exercício do Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas de Ônibus), Valmir Santana da Paz, logo após a confirmação da greve.

Entre os pedidos dos trabalhadores estão reajuste salarial de 12,47% mais aumento real, fim da hora de almoço não remunerada, participação nos lucros (PLR), fim do desconto no vale-refeição quando os trabalhadores entregam atestado médico e melhorias no plano de saúde. 

A categoria ameaça entrar em greve desde a semana retrasada. O sindicato já havia marcado o protesto para a última segunda-feira (6), mas adiou a paralisação em razão de avanço nas negociações com o sindicato patronal.

Segundo o Sindmotoristas, o julgamento do díssidio (decisão judicial) relativo à greve e aos salários está agendado para acontecer nesta quarta-feira (15), às 15h. As reuniões entre o sindicato, empresas e prefeitura são acompanhadas pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Segundo a Prefeitura de São Paulo, existia o compromisso de que não haverá nenhuma paralisação sem que o TRT seja informado antes.

 

 

 

 

Prefeitura

 

 

 

 

Com a paralisação anunciada a prefeitura relembrou, em nota, que obteve decisão liminar para a manutenção de 80% da frota operando nos horários de pico e 60% nos demais horários. Em caso de descumprimento a pena de multa diária é de R$ 50 mil. “A liminar segue válida e a SPTrans espera que ela seja cumprida. A gestora irá monitorar a frota desde o início da operação”, afirmou a empresa municipal, em nota. 

“A SPTrans continua acompanhando a negociação entre empresários e trabalhadores e espera uma breve resolução entre as partes, para que a população de São Paulo não seja penalizada”, concluiu a administração.

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