“Fui banido do aplicativo por jogar álcool na mão”, diz motorista acusado de dopar passageira 

Paulo Sérgio foi bloqueado da plataforma

Paulo Sérgio foi bloqueado da plataforma
Reprodução/Record TV Rio

Uma mulher relatou ter sido dopada por um motorista de aplicativo durante uma viagem de São Conrado para a Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, na última segunda-feira (2), após o  homem borrifar uma substancia no veículo.

Segundo ela, o suspeito afirmou que o material no spray se tratava de álcool, mas o cheiro era muito forte e fez com que ela sentisse uma “pressão na cabeça”.

O motorista Paulo Sérgio Alves foi banido da plataforma na qual trabalhava há mais de 5 anos. Em entrevista à Record TV Rio, ele negou as acusações feitas pela passageira.

“Eu jamais faria isso com alguém. Não é do meu feitio… A substância era álcool 70. É uma medida para prevenir a Covid-19. Creio que todos os motoristas tenham dentro dos seus carros”, afirmou Paulo Sérgio.

Segundo o relato da passageira nas redes sociais, o efeito do produto foi imediato. “Em questão de segundos, eu estava vendo tudo turvo e com muita dificuldade de respirar”, contou a internauta.

Em nota, a Uber informou que trata todas as denúncias com a máxima seriedade e avalia cada caso individualmente para tomar as medidas cabíveis. “A empresa permanece com seu canal de ajuda sempre aberto para oferecer suporte e receber denúncias pelo aplicativo e informa que segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei”, afirmou.

Paulo Sérgio registrou um boletim de ocorrência contra a mulher, por calúnia e difamação.

“Eu tenho mais de 12 mil corridas em 5 anos. E agora fui banido por jogar álcool 70 na minha mão. Espero até que ela faça uma retratação com os seguidores dela e com as pessoas que compartilharam uma coisa que não é verídica. Faço até um apelo com as pessoas da internet que não façam isso. Vocês estão compartilhando algo que não é verdade e que para desfazer vai ser complicado.”

A corrida foi interrompida em um posto de combustível na Barra da Tijuca. A polícia solicitou as imagens de câmeras de segurança para auxiliar nas investigações. O borrifador foi apreendido e o líquido será analisado. O caso está sendo investigado como lesão corporal.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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