Uma reportagem publicada nesta segunda-feira (13) pelo jornal britânico The Guardian afirma que dois corpos foram encontrados nas proximidades da Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas, onde estão desaparecidos o repórter Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira desde o último dia 5.
De acordo com o jornal, a informação teria sido dada aos familiares do jornalista na manhã desta segunda-feira pelo embaixador do Brasil no Reino Unido. A Polícia Federal e a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) negam o encontro dos corpos. A Embaixada do Reino Unido no Brasil também não confirmou a informação. O R7 entrou em contato com a embaixada brasileira em Londres e com o Itamaraty e aguarda resposta.
Segundo o jornal britânico, o cunhado de Phillips, Paul Sherwood, disse que o embaixador brasileiro telefonou para a família e disse que os corpos foram encontrados na floresta. “Ele não descreveu o local, disse que eles estavam amarrados a uma árvore e ainda não haviam sido identificados.”
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No domingo (12), a PF informou que as equipes de buscas encontraram um estômago humano no rio Itaquaí, em Atalaia do Norte (AM). O órgão foi enviado para o Instituto Nacional de Criminalística, a fim de descobrir se pode ser de um dos desaparecidos.
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Araújo, que é servidor da Funai, e Phillips foram vistos pela última vez na comunidade São Rafael, última cidade antes da entrada da Terra Indígena Vale do Javari, após partirem em uma lancha com destino à cidade de Atalaia do Norte (AM).
Os dois viajavam em uma embarcação nova, com 70 litros de gasolina — o suficiente para o percurso — e sete tambores vazios de combustível. Por volta das 6h do domingo, eles chegaram à comunidade São Rafael, onde encontrariam uma liderança local. Sem conseguirem falar com o morador, decidiram voltar a Atalaia do Norte, viagem que deveria durar cerca de duas horas. Contudo, não chegaram à cidade.
Com 8,5 milhões de hectares, a terra indígena fica localizada no extremo oeste do Amazonas, na fronteira com o Peru, e abriga ao menos 14 grupos isolados — a maior população indígena não contatada do mundo. A área é a segunda maior terra indígena do país — atrás apenas da Yanomami, com 9,4 milhões de hectares — e tem acesso restrito, feito apenas por avião ou barco, já que a região não tem eixos rodoviários nem ferroviários próximos.

