São Paulo, Brasil
Cavani ou Luiz Suárez.
E Paulinho.
Esses eram o sonhos que a Taunsa transformariam em realidade no Corinthians.
Em dezembro de 2021, não se falava em outra coisa no Parque São Jorge.
Principalmente membros da diretoria e conselheiros ligados a Duilio Monteiro Alves.
A empresa envolvida com agropecuária, com sede em Araçatuba, estaria disposta a bancar um artilheiro midiático mundial e também a volta do volante ex-campeão do mundo em 2012.
Seriam feitas várias ações envolvendo o clube e Taunsa.
Primeiro, fracassaram as negociações com Cavani e Suárez.
Morreram quando os empresários especialistas em agropecuária souberam que Cavini recebia R$ 6 milhões por mês no Manchester United e Suárez, R$ 4 milhões no Atlético de Madrid.
Restava Paulinho, mais acessível.
Por R$ 1,2 milhão ele assinou contrato até o final de 2023.
Até aceitou tirar fotos em cima de um trator para divulgar a Taunsa.
A empresa se comprometeu a pagar os salários do jogador.
Só bancou dois meses. Janeiro e fevereiro.
Depois, alegando inúmeros problemas, até a invasão da Rússia à Ucrânia, a Taunsa parou de pagar Paulinho.
O Corinthians assumiu a divída do ídolo corintiano.
As discussões com a empresa seguiam e o dinheiro não era depositado.
Até que tudo piorou de vez, quando Paulinho rompeu os ligamentos cruzados do joelho direito, no dia primeiro de maio, contra o Fortaleza.
Contusão muito séria.
Foi operado há seis dias.
Só voltará a jogar futebol entre janeiro e março de 2023.
Aí que a Taunsa parou de vez de pagar o Corinthians.
Duilio estava tratando tudo amigavelmente.
Mas o blog havia avisado no dia 3 de maio, que a situação se complicaria.
Pressionado por conselheiros, o presidente do Corinthians decidiu.
O clube entrará na justiça para receber o dinheiro.
O dirigente prometeu pessoalmente ao volante, que recusou o Grêmio e o Red Bull Bragantino, que ele não ficará um dia com salários atrasados.
A marca já não está em ação alguma do clube desde abril.
Toda a negociação foi considerada enorme erro.
Pura precipitação.
Duílio assume como sendo um erro seu.
Mas a verdade é que novos parceiros serão checados com muito mais cuidado.
A briga chegou à justiça.
Em abril, o presidente já sentia que não haveria outra saída.
“Eu vou para Justiça, a Justiça vai cobrar. Você faz notificação, se não recebe em tantos dias, faz nova notificação, depois mais uma notificação. Se não receber, entra na Justiça. É isso que estamos fazendo. Não sei se já foi a última (notificação).
“Se não foi, está para ir, aí tem um prazo de não sei quantos dias para fazer a ação. A gente espera receber. O Corinthians vai continuar tomando as medidas possíveis e necessárias para que o acordo seja cumprido.”
Ficou mais uma lição no Parque São Jorge.
Ter a garantia de pagamento em qualquer contrato.
Sorte que o clube não fechou com Cavani ou Suárez…

