Uma mulher de 22 anos e uma mulher trans, de 38, foram presas na quarta-feira (15) suspeitas de terem apliado silicone industrial em clientes, no bairro Coqueiros, na região noroeste de Belo Horizonte.
De acordo com a Polícia Civil, outra mulher transexual, de 36 anos, morreu após realizar o procedimento, em uma clínica clandestina, de forma insalubre e sem as técnicas adequadas.
As investigações da Policia Civil apontaram que a vítima colocou quatro litros de silicone industrial ns glúteos, mas ficou insatisfeita e voltou na clínica para colocar mais dois. A vítima teve complicações durante a aplicação e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) teve que ser acionado.
“Ambas possuem apenas o ensino médio e não têm qualificação ou curso em biomedicina. Trata-se de um produto altamente tóxico, utilizado para limpeza de peças de avião, veículos, vedação de azulejo e impermeabilização de vidros, sem qualquer indicação para uso em seres humanos”, contou o delegado Hugo Arruda sobre o caso.
A coorporação ainda determinou que a clínica tinha um público travesti e transexual. As suspeitas cobravam entre R$ 2.000 e R$ 3.000 pelo anestésico e pela aplicação do silicone. Elas teriam cobrado R$ 900 para o segundo procedimento da vítima.
O delegado Arrudas ainda comenta, em relação a investigada de 38 anos, que “ela tem passagens por exploração sexual de menores, homicídio, ameaça, lesão corporal e, também, por chefiar um ponto de prostituição em Contagem, onde cobrava R$ 30”.
As duas suspeitas foram presas pela Polícia Civil e encaminhadas para o sistema prisional. A reportagem tenta contato com a defesa das investigadas.
*Estagiária sob supervisão de Pablo Nascimento

