O dólar teve forte alta contra o real nesta sexta-feira (10), e fechou a R$ 4,9892, maior patamar desde o dia 16 de maio, quando chegou a R$ 5,0507. Embora tenha ficado abaixo de R$ 5, essa marca foi atingida algumas vezes ao longo do dia.
Logo pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 1% no mês passado, acelerando frente ao avanço de 0,3% registrado em abril, e superando as previsões do mercado, de alta de 0,7%.
A notícia pressionou os mercados de forma generalizada, pelo risco de o Federal Reserve precisar manter o ritmo de aperto monetário até setembro, para combater a inflação.
A moeda norte-americana à vista encerrou a sessão em alta de 1,48%. Em relação à última sexta-feira, o dólar ganhou 4,43%, segundo avanço semanal seguido, e o mais intenso desde o período finalizado em 26 de março de 2021 (que teve alta de 4,68%).
Na B3, às 17h01 no horário de Brasília, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,70%, cotado a R$ 5,0175
As preocupações sobre os próximos passos do banco central norte-americano também influenciaram as bolsas, levando o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, a fechar em queda de 1,55%, a 105.432,62 pontos, segundo dados preliminares, na sexta queda seguida.
No pior momento, o índice chegou a 104.647,59 pontos, contabilizando perda de 5,1% na semana. O volume financeiro da sexta-feira no pregão somava R$ 27,9 bilhões.
A Eletrobras foi um dos destaques do dia, após a companhia precificar sua oferta de ações a R$ 42 por papel, na segunda maior operação do tipo este ano no mundo, e a maior oferta de ações em 12 anos no Brasil desde a capitalização da Petrobras, em 2010. A Eletrobras é a maior empresa de geração e transmissão de energia da América Latina.

