Mensagens obtidas pela Record TV Rio revelam que Samy Hammad, preso no último sábado (30), confessou a um funcionário que havia assassinado a esposa, Ayend Hammad, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro.
De acordo com o delegado Alexandre Herdy, da DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), o crime aconteceu por volta das 2h da madrugada de sexta (29). Às 10h, Samy é questionado pelo funcionário se está em casa e diz que saiu.
Às 16h, Samy envia a seguinte mensagem ao funcionário, na qual admitiu ter matado Ayend e disse que iria “sumir”:
“Bem, seguinte, eu dei cabo dela ontem, coloquei as crianças na escola e vou sumir da vida. Preciso de um último favor, pegue eles por mim. Ela ainda está no apartamento, dentro do quarto. Se precisarem entrar na casa, a chave está na porta. Fico triste que as coisas tenham acabado assim…sentirei falta dos meninos, estarei olhando por eles de onde estiver. Obrigado por tudo. Após ler essa mensagem, ninguém vai conseguir entrar em contato comigo.”
Reprodução/Record TV Rio
Herdy afirmou que as investigações do caso começaram após as mensagens chegarem à polícia. Ele foi encontrado e preso em um hotel de Petrópolis, na região serrana, no sábado.
O laudo do IML (Instituto Médico Legal), divulgado nesta segunda (2), revelou que Ayend foi morta por esganadura.
Segundo o delegado, Samy disse, em depoimento, que assassinou a esposa pois o casal atravessava uma crise e que, apesar de viverem na mesma casa, a mulher estaria “agindo como solteira” e dando pouca atenção aos dois filhos.
O criminoso trabalhava como diretor da área administrativa do Hospital Municipal Jesus, em Vila Isabel, e foi exonerado hoje.
Ayend tinha 30 anos e cursava pedagogia na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Desde 2020, ela ajudava mulheres no combate à violência doméstica. Ela foi sepultada neste domingo (1º).
Em nota, a Unirio lamentou a morte da estudante:
“Sua alegria e participação intensa, declarada por docentes e colegas de curso, nos trazem a certeza de que sua passagem por nós deixará a reflexão de que ainda há muito a ser ensinado e compreendido sobre respeito, empatia e humanidade. Em nome de toda a comunidade universitária, nossos sinceros sentimentos aos familiares, amigos e colegas de jornada”.
*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

