Defesa de Paulo Cupertino denuncia policiais por divulgação de imagens de prisão

Paulo Cupertino pouco após sua prisão, ocorrida em maio

Paulo Cupertino pouco após sua prisão, ocorrida em maio Allison Sales/Estadão Conteúdo – 16.05.2022

A defesa do réu Paulo Cupertino solicitou investigação contra policiais civis e servidores que divulgaram imagens do momento da captura e da câmera de segurança interna das unidades prisionais em que ele ficou detido.

Cupertino é acusado de ter assassinado o ator Rafael Miguel e seus pais em junho de 2019. Após quase três anos, ele foi preso em um hotel na zona sul da capital, em 16 de maio.

O advogado Renato De Vitto, da Defensoria Pública de São Paulo, entrou com representações no MP-SP (Ministério Público de São Paulo), na Controladoria Geral do Estado e na Corregedoria dos Presídios.

Como o caso tramita em segredo de Justiça, a Defensoria Pública afirmou que o “defensor se manifestará apenas nos autos da ação penal”. Entretanto, o MP-SP se limitou a informar que recebeu a representação e que ela ainda está em análise.

Procurada, a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) afirmou que “os policiais agiram estritamente dentro da lei ao capturar e conduzir um fugitivo” que estava foragido havia três anos.

Por meio de nota, a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) informou que “as imagens fornecidas não têm definição suficiente para identificação de qualquer pessoa, sendo apenas ilustrativas e de interesse jornalístico”. 

Desde 7 de junho, Cupertino está preso na Penitenciária I de Presidente Venceslau, no centro da cidade de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

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