De cartão de crédito a grifes e fast-food: veja as empresas que saíram da Rússia por causa da guerra

Após a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, diversas marcas conhecidas e multinacionais deixaram a Rússia e abandonaram os investimentos que estavam sendo feitos no país desde 1991, após a reabertura econômica. O R7 listou 15 empresas que já anunciaram sua saída do território russo e suspenderam seus serviços no local

*Estagiária do R7, sob supervisão de Raphael Hakime

1. Visa e MasterCard: As operadoras de cartão de crédito suspenderam a atuação na Rússia no dia 5 de maio. De acordo com a Visa, cartões desta bandeira emitidos no país vão deixar de operar fora da Federação Russa. Enquanto isso, a MasterCard informou que cartões emitidos por bancos russos não serão mais válidos. Os plásticos MasterCard emitidos fora do país também não funcionarão em caixas eletrônicos ou comércios russos

2. Adidas e Nike: A marca alemã rompeu o contrato com a Federação Russa de Futebol, da qual era patrocinadora e fornecedora de material esportivo para a seleção do país. Já a americana Nike fechará de forma temporária todas as suas lojas na Rússia, impossibilitando também as compras no site e no aplicativo

3. McDonald’s: A rede americana de fast-food informou, no dia 16 de maio, que iria abandonar e vender todas as suas operações no país após 30 anos na Rússia. Com isso, as lojas foram fechadas. A suspensão das atividades já havia sido anunciada pela rede de restaurantes americana no mês de março

4. Disney, Sony e Warner: As três grandes marcas de entretenimento suspenderam as estreias de seus filmes nos cinemas da Rússia. As empresas justificaram a medida citando a “trágica crise humanitária” que a guerra entre Rússia e Ucrânia provocou. Assim, não foram para os cinemas do país os filmes “Red – Crescer é uma Fera”, “Morbius” e “O Batman”

5. Apple: A marca interrompeu a venda de todos os produtos e parou todas as exportações em seus canais de venda na Rússia, como o Apple Pay. Além disso, mídias estatais russas, RT News e Sputnik News, não estão mais disponíveis para download na App Store fora do país

6. TikTok, PayPal e Spotify: O aplicativo TikTok suspendeu a publicação de conteúdos russos. O PayPal congelou a entrada de usuários da Rússia em sua plataforma. O Spotify também deixou o país e fechou seu escritório no local por tempo indeterminado

7. Heineken: A cervejaria holandesa é outra a abandonar a Rússia. Apesar disso, a Heineken afirmou que busca realizar uma transferência dos negócios para um novo proprietário. Nesse caso, a companhia qual não vai gerar lucros para o grupo

8. Chanel e Prada: As marcas de luxo suspenderam suas operações na Rússia e também as vendas no varejo

9. Unilever: A multinacional decidiu interromper todas as importações e exportações no território russo e anunciou que não fará mais investimentos no país, além de suspender qualquer propaganda da marca. Apesar disso, tendo em vista as necessidades da população em meio à guerra, produtos ligados à alimentação e higiene pessoal continuarão sendo fornecidos, mas sem reversão de lucros para a empresa

10. Toyota, Volvo e Renault: As três empresas de automóveis decidiram agir com embargos à Rússia. A Toyota anunciou que vai suspender a produção em sua única fábrica no território e interromper o envio de veículos para o país. A montadora Volvo também parou, sem previsão de retorno, as exportações para o país. A Renault vendeu, nesse mês, seus ativos na nação para a Rússia

11. L’Oréal: A famosa marca de cosméticos fechou todas as lojas na Rússia. Porém, a fábrica instalada perto de Moscou, responsável pela produção de xampus, corantes, produtos de higiene e itens para bebês seguirá ativa. Todos os investimentos industriais e em publicidade foram suspensos

12. Shell: A rede de postos de gasolina afirmou que deixará todas as operações na Rússia. Com isso, a empresa vai renunciar a dois grandes projetos no local e, segundo a Bloomberg, terá uma perda de US$ 3 bilhões (cerca de R$14,4 bilhôes)

13. Embraer e Boeing: A Embraer não fará mais serviços de manutenção, peças e suporte técnico para países que são alvo de sanções, o que inclui a Rússia, devido à invasão da Ucrânia. Assim como a empresa brasileira, a Boeing suspendeu a consertos e assistências para companhias aéreas russas, além de paralisar operações no campo de treinamento de Moscou

14. Starbucks: A rede anunciou no dia 8 de maio que não iria mais atuar no mercado russo, o que inclui interromper as importações de produtos e cafés vendidos por uma marca licenciada. As quase 2.000 pessoas que dependem da empresa para subsistência receberão suporte

15. Coca-Cola: A empresa de bebidas suspendeu negócios na Rússia em março. Com isso, produtos da marca estão praticamente ausentes das prateleiras do país e o que restou custa extremamente caro. A solução encontrada para suprir a falta dos refrigerantes da empresa foi divulgada pela Ochakovo, fabricante de bebidas russa que divulgou o lançamento da CoolCola, da Fancy e da Street, que correspondem à Coca-Cola, à Fanta e à Sprite

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