Hoje o cenário político no Brasil está sendo influenciado por discursos e posturas de líderes internacionais — e um dos nomes que mais aparece nessas conversas é o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Embora Trump não esteja oficialmente envolvido na política interna do Brasil, seus posicionamentos públicos e declarações nas redes sociais têm grande repercussão no debate político brasileiro. Essa influência, mesmo que não seja uma interferência direta ou institucional, acontece porque os temas que ele levanta acabam sendo amplificados na mídia e nas redes sociais — e isso mexe com a percepção dos eleitores.
Em um recente contato com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, Trump abordou temas de geopolítica que extrapolam relações diplomáticas tradicionais, incluindo ideias sobre cooperação regional e a situação na Venezuela.
Essa conversa teve reflexo imediato nas redes sociais e virou assunto entre lideranças e comentaristas políticos — o que naturalmente alimenta narrativas de todos os lados no Brasil.
O que chama atenção é a imprevisibilidade: Trump tem uma presença digital forte, falas diretas e muita repercussão. Isso significa que cada comentário dele pode rapidamente virar munição no debate político brasileiro, usado tanto por apoiadores quanto por opositores.
No fim das contas, mesmo sem uma ação formal ou institucional de interferência, a verdade é que a postura de líderes estrangeiros em suas declarações públicas pode influenciar a dinâmica eleitoral aqui no Brasil — simplesmente porque o que eles falam retumba nas mídias e atinge milhões de pessoas.
Essa é uma dinâmica nova no mundo da comunicação política: não se trata apenas de política externa, mas de como uma figura global consegue moldar conversas e pautas internas de outro país só com presença, discurso e alcance midiático.
E se isso influencia ou não diretamente o resultado das eleições? Ainda é cedo para afirmar. Mas que esse tipo de fala entra na disputa política brasileira, isso já é um fato.
Évelyn Bianca

